Pix: aprenda a não cair em golpes.
Geralmente,
criminosos utilizam WhatsApp clonado ou falso e se passam por funcionários de
banco.
Com a grande adesão ao sistema de pagamento instantâneo brasileiro Pix, a
nova forma de movimentar dinheiro está atraindo a atenção de golpistas.
Por ser uma ferramenta prática, gratuita para pessoas físicas e barata para
empresas, a tecnologia se tornou um importante meio de realização de
transações bancárias.
Segundo o Banco Central, desde o lançamento, de 16 de novembro de 2020
até 15 de dezembro de 2020, foram realizados 92,5 milhões de Pix que
movimentaram R$ 83,4 bilhões. Em abril de 2021, a quantidade acumulada de
usuários que já fizeram ou receberam pelo menos um Pix é de 126.414.297 de
pessoas físicas e 9.207.227 de pessoas jurídicas.
Para se ter uma ideia do volume financeiro das transações liquidadas por
meio da tecnologia, no mês passado, dentro e fora do Sistema de Pagamentos
Instantâneos (SPI), considerando as ordens de pagamentos e devoluções, o número
superou R$ 307 bilhões repassados em um total de 478.592.174 de transferências.
Devido às vantagens oferecidas pelo Pix, a sua popularidade vem
aumentando a cada mês e, de acordo com Marcelo Pereira, administrador com foco
em economia, banco digital e fintechs,
com o uso disseminado da ferramenta, a variedade de golpes também
cresceu.
Ele afirma que as táticas para fisgar vítimas são criativas e, portanto,
é preciso suspeitar de ofertas tentadoras para evitar ciladas.
“Desconfie de preços muito abaixo do normal, jamais
compartilhe seus dados com estranhos, não clique em links
suspeitos recebidos por SMS, WhatsApp, e-mail ou redes sociais e não
acredite em ‘bugs’ ou outras falhas que vão lhe dar dinheiro”.
Para escapar de golpes é necessário ainda conhecê-los. Por isso, O
POVO consultou o educador financeiro William Ribeiro, CEO da Dinheiro
Com Você, sobre as principais fraudes que vêm sendo aplicadas e como
se proteger delas.
Whatsapp
clonado
Qualquer pessoa que tenha acesso ao número de celular capturado em grupo
de Whatsapp pode simular uma transferência via Pix. Caso essa seja a chave da
vítima, o criminoso terá acesso ao nome completo e ao banco em que ela tem
conta.
Sabendo os dados da vítima, o golpista fará contato com ela fingindo ser
funcionário do banco. Ele dirá que, por motivos de segurança, será enviado um código
por SMS que se trata, na realidade, do código do Whatsapp com o qual o
golpista poderá clonar a conta no aplicativo por onde pedirá dinheiro
emprestado aos amigos e familiares da pessoa.
Como se proteger: Para evitar a clonagem do WhatsApp,
deve-se habilitar no aplicativo a opção de segurança
"Verificação em duas etapas''. Caso tentem clonar seu Whatsapp, mesmo que
tenham acesso ao código que recebeu pelo SMS, não irão conseguir.
Whatsapp
falso
Quando o golpista não consegue clonar o acesso ao Whatsapp da vítima, ele
cria, com um número diferente, uma nova conta, passando-se pela pessoa.
Em seguida, o criminoso entra em contato com os amigos e familiares a quem pede
dinheiro por meio de transferências via Pix. Por fim, o golpista informa uma
chave avulsa ou envia um QR Code.
Como se proteger: se algum conhecido entrar em contato
de um jeito estranho, contando uma história qualquer, dizendo estar precisando
de dinheiro, desconfie! Entre em contato com a pessoa por uma
linha de telefone que não seja Whatsapp para confirmar se o contato foi feito
por ela.
Lembre-se: caso o telefone seja realmente da pessoa, ela
pode estar sendo vítima do golpe 1, em todos os casos, procure fazer
contato com a pessoa por telefone.
Falso
funcionário do banco
Nesta modalidade, o golpista também entra em contato com a vítima fingindo
ser um funcionário do banco. No entanto, ao contrário do primeiro
golpe, ele não está interessado em clonar o Whatsapp. Ele diz que entrou em
contato para ajudar a vítima a cadastrar a chave Pix na instituição em que ela
tem conta. Conquistando a confiança da pessoa, ele pede para fazer um teste que
envolve o envio de dinheiro.
Como se proteger: este é um procedimento que não
existe em nenhuma instituição bancária. Nenhum funcionário de banco
liga para resolver problemas dessa natureza. Deve-se estar atento em caso de um
contato em que se solicite informações pessoais.
Bug no
Pix
Uma mensagem é enviada pelo Whatsapp ou e-mail informando sobre um bug no
Pix que permite o ganho em dobro de valores transferidos para chaves
aleatórias. A vítima, então, espalha a notícia para que, como ele, outras
pessoas tenham a oportunidade de lucrar com esse “problema técnico”. Há até
vídeos altamente compartilháveis, que ajudam a espalhar a informação falsa de
bug no Pix, mas a mensagem é apenas uma forma de fazer as pessoas
transferirem dinheiro para a conta dos golpistas.
Como se proteger: a dica da Nubank é que não
existe o tal bug do Pix ou das chaves aleatórias. Os criminosos usam a
chamada “engenharia social”, o fato de que a mensagem é chamativa e altamente
compartilhável, para enganar as pessoas e receber transferências. Em relação
aos vídeos, veja que eles costumam ser editados ou conter truques. Para mostrar
a transferência “em dobro” funcionando, por exemplo, basta que os próprios
golpistas realizem duas transferências – mas mostrem apenas uma na hora de
filmar. Portanto, desconfie sempre de mensagens que prometem ganho de
dinheiro fácil – e, em caso de problemas ou dúvidas, entre sempre em
contato com a sua instituição financeira.
(O Povo- Online)
(Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
.png)



Deixe seu comentário
Postar um comentário