Operação “Inocência Preservada” resulta em 17 pessoas capturadas por abuso sexual.
A
operação “Inocência Preservada”, deflagrada nas primeiras horas da manhã de
hoje (18) pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), resultou nas capturas
de 17 pessoas investigadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes em
todo o Estado. A ofensiva policial faz parte dos trabalhos realizados pela PCCE
em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e
Adolescentes, lembrado neste 18 de maio. Os detalhes da ação policial foram
divulgados na tarde desta terça-feira, na sede da Superintendência da PCCE, no
Centro de Fortaleza.
Dos 17
capturados, três foram presos após diligências policiais realizadas logo após
familiares das vítimas denunciarem os crimes à PCCE. Os flagrantes ocorreram
nos municípios de Acaraú, Crateús e Cascavel, localizados nas Áreas Integradas
de Segurança 17, 16 e 13, respectivamente. Os suspeitos possuíam relação de
proximidade com as vítimas, conforme apurado no trabalho policial. São crianças
com idades de 1 ano e seis meses, sete e dez anos. Já dos 14 alvos capturados
por força de mandados de prisão, 11 deles estão relacionados a mandados de
prisão preventiva e outros três são referentes a mandados de prisão definitiva.
Os cumprimentos dos mandados ocorreram em Fortaleza, Caucaia, Crato, Itaitinga
e Pacajus.
A delegada
Rena Gomes, diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV)
da PCCE, explicou a relevância do enfrentamento à violência e ao combate ao
abuso e a exploração de crianças e adolescentes e, principalmente, acreditar
quando as vítimas falam dos abusos. “As crianças e adolescentes apresentam
sinais de que estão sofrendo algum tipo de abuso. As crianças podem ficar
avessas ao toque, irritadas, podem regredir no seu estado evolutivo. Já os
adolescentes podem ter baixa no rendimento escolar, agressividade, depressão,
podem se mutilar ou apresentar traços de ansiedade”.
A
delegada reforça que a mudança no comportamento da vítima não deve ser
ignorada. “Todos esses sintomas não querem dizer necessariamente que está
ocorrendo abuso sexual, mas podem ser indicativos de algum tipo de sofrimento
psicológico que servem de alerta para o adulto responsável tomar as
providências cabíveis. Mas o mais importante é sempre acreditar na palavra da
vítima e buscar ajuda nos órgãos de proteção como as delegacias de Polícia
Civil no Estado”, esclareceu Rena Gomes.
18 de Maio – Histórico
O dia 18
de maio marca a conquista da luta pelos Direitos Humanos de Crianças e
Adolescentes no território brasileiro. Esse dia é instituído pela Lei Federal
nº 9.970/2000. A proposta do “18 de Maio” é destacar a data para mobilizar,
sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em
defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. O dia foi escolhido
porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro
chocou todo o País e ficou conhecido como o “Caso Araceli”.
Denúncias
A
população pode denunciar crimes contra crianças e adolescentes para a Delegacia
de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca). Caso você tenha informações
que auxiliem o trabalho da Polícia Civil, basta ligar para o número (85)
3101-2044, que é o telefone da Dceca, ou para o Disque 100, serviço oferecido
para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O
Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS)
também pode ser utilizado para o recebimento de informações de crimes. O sigilo
e o anonimato dos serviços são garantidos.
Já nos
municípios onde há Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), as unidades são responsáveis
por investigar as ocorrências de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
Nos demais municípios, os crimes são investigados pelas demais unidades da
PCCE.
(SSPDS)
(Foto: Reprodução)
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