Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra estelionatários em Itapipoca.
Dando
continuidade aos trabalhos investigativos para desarticular um grupo criminoso
envolvido em crimes de estelionato, falsa identidade, falsidade ideológica,
associação criminosa e lavagem de dinheiro, a Polícia Civil do Estado do Ceará
(PCCE) deflagrou, nessa quinta-feira (6), a 2ª fase da “Operação Fragmentados”.
A ação ocorreu na cidade de Itapipoca, na Área Integrada de Segurança 17 (AIS
17) do Estado. Um homem foi preso, um posto de combustível e uma fazenda foram
sequestrados, além das apreensões de um veículo Hilux, diversos documentos
falsificados utilizados nos estelionatos e a quantia de R$ 40 mil.
No total,
foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de um mandado de
prisão e o sequestro de bens. Todo o material apreendido e sequestrado foi
avaliado em R$ 2,6 milhões. O homem preso de 45 anos, o “Pinto”, já condenado
por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele é o proprietário dos bens
sequestrados e também é investigado pelos crimes de falsificação de documento
público, estelionato e lavagem de dinheiro.
Ação anterior
A primeira fase da “Fragmentados” ocorreu no dia 23 de
março deste ano, após uma investigação realizada durante seis meses
que apontou que os alvos teriam movimentado cerca de R$ 35 milhões. As
investigações iniciaram a partir das apurações do crime de lavagem de dinheiro
do grupo. Na primeira fase, foram cumpridos 81 mandados judiciais, sendo eles
de busca e apreensão, prisão preventiva e de sequestro de bens. Durante a
ofensiva policial, foram apreendidas seis armas de fogo, mais de R$ 50 mil
reais, joias, centenas de cartões bancários, onze carros de luxo, uma motocicleta,
além de 23 imóveis sequestrados e bloqueio de contas bancárias dos alvos
investigados.
A ação
criminosa consistia na conversão de recursos financeiros oriundos do
estelionato, que gerava lucros e era convertido em patrimônio. O patrimônio,
como apontam os levantamentos policiais, era registrado em nome de “laranja”,
sendo está a forma de ocultação dos bens, ou seja, tentando tornar o que era
ilícito em bens lícitos, configurando assim o crime de lavagem de dinheiro.
Ainda conforme as investigações, os crimes eram cometidos contra instituições
financeiras mediante a abertura de contas fraudulentas com a utilização de
documentos falsificados.
(SSPDS)
(Foto: Reprodução)
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