Presidente da Câmara diz que votará proposta para mudar ICMS de combustíveis.
Segundo
Arthur Lira, texto entrará na pauta da Casa na semana que vem.
O presidente da Câmara,
deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (5) que a proposta que
altera a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
dos combustíveis deve ser colocada em discussão no plenário da Casa na
quarta-feira (13) da próxima semana.
Na avaliação do parlamentar, a
medida permitirá a redução imediata do preço da gasolina em 8%; do etanol em
7%; e do diesel em 3,7%.
Para chegar nesses valores, o
imposto seria calculado a partir da variação do preço dos combustíveis nos dois
anos anteriores. Lira assegurou que não há embate com os governadores e que a
proposta vai alterar a Lei Kandir sem interferir na autonomia dos estados.
O ICMS é um tributo estadual e
incide, no caso dos combustíveis, sobre gasolina, diesel, etanol, gás natural,
gás de cozinha (GLP), entre outros.
“Vamos votar isso na próxima
quarta (13), só discutindo o mérito, sem pauta obstrutiva, sem destaques. Isso
ficou acertado”, declarou Lira.
“Não estamos trabalhando contra
governos estaduais, contra nenhum tipo de federação, estamos trabalhando para
minimizar este problema. Se o ‘ad rem’ do governo federal está congelado desde
2004, por que não fazemos uma média dos dois exercícios anteriores para que se
faça uma contabilização de quanto custa a gasolina?”, acrescentou.
Segundo o congressista, o preço
dos combustíveis é impactado pelas alterações do petróleo e do dólar.
Entretanto, argumentou que o ICMS constitui 70% do preço da gasolina na
refinaria e, dessa forma, há necessidade de alteração na cobrança do imposto
por parte dos estados.
“Vai se arrecadar menos, mas
não vejo que eles [estados] passem algum tipo de dificuldade que não possam
suportar um ajuste momentâneo, para que os brasileiros tenham um combustível
mais barato para se locomoverem”, defendeu Lira.
Atualmente, a política de
preços é definida pela Petrobras com base na variação internacional do preço do
barril de petróleo e do dólar. Na prática, os valores aplicados pela estatal
brasileira, que domina o mercado de combustíveis no país, estão atrelados a
esses dois indicadores.
(Conexão Política)
(Foto: Agência Câmara)
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