Advogado é preso acusado de extorquir R$ 20 mil de suspeito de praticar estupro no Ceará
Servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é suspeito de
fraude em processos beneficiários no Ceará. A Polícia Federal (PF) cumpriu,
nesta quarta-feira, 26, três mandados de busca e apreensão em Fortaleza e
Morada Nova.
Investigação tem como base o Relatório de Informações produzido pelo
Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária (Nuinp/CE).
Segundo
o delegado da Polícia Federal e coordenador da operação, Claudio Carvalho, o
Relatório aponta que o servidor estaria reabrindo processos
beneficiários, anteriormente indeferidos por questões administrativas ou
judiciais, para concedê-los indevidamente.
A ação era realizada por meio da alteração de dados nos sistemas da
Autarquia Previdenciária, conforme aponta o documento feito pela Nuinp/CE, da
Coordenação Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada à
Secretaria Executiva do Ministério da Previdência Social - MPS.
O Relatório de Inteligência informa uma lista de benefícios concedidos
com indícios de fraude, com destaque para pedidos de pretensos trabalhadores
rurais. De acordo com a PF, em alguns casos, os mesmos requerimentos foram
reabertos e concedidos sem que houvesse qualquer recurso administrativo.
Além disso, novos pedidos teriam sido efetuados nos mesmo termos, obtendo
decisões administrativas favoráveis, pouco tempo após os indeferimentos. Ainda
segundo os investigadores, em várias ocasiões, retroativos teriam sido
gerados após as concessões indevidas, ou foram realizados empréstimos
consignados, visando aumentar os ganhos decorrentes das concessões
indevidas.
Operação Rewind
As concessões indevidas dos retroativos, em prejuízo ao Instituto
Nacional do Seguro Social – INSS, teria motivado o nome da ofensiva, deflagrada
como Operação Rewind. Após o cumprimento dos mandados, a PF informa que a
análise do material apreendido dará continuidade às investigações, com o
objetivo de identificar outros possíveis envolvidos nas práticas delituosas.
O nome da operação diz respeito aos retroativos que são gerados após as
concessões indevidas, em prejuízo ao Instituto Nacional do Seguro Social –
INSS. As investigações continuam, com análise do material apreendido,
visando a identificação dos demais envolvidos nas práticas delituosas.
As condutas do investigado podem configurar o cometimento, em tese, dos crimes
de estelionato previdenciário, e inserção de informações falsas em sistemas
informatizados do INSS, entre outros. Somadas, as penas podem chegar a
18 anos de prisão.
(O
Povo - Online)
(Foto:
Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
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