Polícia Federal combate fraudes previdenciárias no Ceará e cumpre mandados em Baturité
A
Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (29/4), a operação Dolo Rural,
com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário. A ação
contou com a Força-Tarefa Previdenciária, conduzida pela Polícia
Federal e com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da
Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e da Coordenação-Geral
de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios.
Foram
cumpridos 8 mandados de busca e apreensão por 31 policiais federais contra
investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do
Brasil, nas cidades maranhenses de São Mateus do Maranhão e de São Bernardo;
além de Fortaleza, de Eusébio e de Baturité, no estado do Ceará.
A
Justiça Federal também determinou adoção de medidas cautelares, como quebra do
sigilo telemático, dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens.
A
investigação identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por
escritórios de advocacia, responsáveis pela confecção de documentos
materialmente e ideologicamente falsos, mediante utilização de dados de
propriedades rurais existentes. Com base nessas informações, teriam sido
concedidos indevidamente benefícios previdenciários, tais como aposentadoria
por idade, por salário-maternidade e por pensão por morte.
De
acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o
prejuízo estimado com a concessão de 35 benefícios já identificados alcança,
aproximadamente, R$ 670 mil. A economia projetada com a futura suspensão desses
benefícios, considerando a expectativa de sobrevida divulgada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, pode chegar a R$ 4,1 milhões.
Se
confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de
estelionato majorado contra o INSS, de associação criminosa e de falsificação
de documento público.
(Foto: Reprodução)
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