Brasil registra sete casos e um óbito por hantavirose em 2026
O Brasil registrou sete casos de hantavirose, a doença
causada pelo hantavírus, em 2026, até o dia 27 de abril. Também foi registrado
um óbito no estado de Minas Gerais, notificado no dia 8 de fevereiro. As
informações são do Ministério da Saúde.
O
patógeno voltou a ganhar notoriedade após causar um surto no navio de cruzeiro MV Hondius, que saiu de Ushuaia,
na Argentina, em direção a Cabo Verde no dia 1º de abril deste ano.
É importante destacar que o surto da embarcação não tem relação
com os casos brasileiros, segundo o órgão federal de saúde.
O que é o hantavírus?
O hantavírus pertence a uma família de vírus transmitidos por roedores.
No Brasil, a principal forma da doença é a Síndrome Cardiopulmonar por
Hantavírus (SCPH), considerada a manifestação mais grave da infecção.
Como ocorre a transmissão da
hantavirose?
A infecção costuma ocorrer em áreas rurais, matas, plantações, galpões,
depósitos e locais fechados com presença de roedores. Entre as
principais formas de transmissão estão:
- Inalação
de partículas contaminadas;
- Contato das secreções com mucosas;
- Mordidas de roedores infectados;
- Contato com objetos contaminados.
De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão entre pessoas é
relatada de “forma esporádica”.
Quais são os sintomas da
hantavirose?
Os primeiros sintomas podem ser confundidos com outras doenças virais. Entre
os sinais mais comuns estão:
- Febre;
- Dores musculares;
- Dor de cabeça;
- Náusea;
- Vômito;
- Dor abdominal.
Hantavírus tem cura?
Não existe tratamento antiviral específico para hantavirose. O
atendimento é baseado no suporte clínico e no tratamento dos sintomas,
principalmente em unidades hospitalares.
O
diagnóstico precoce é considerado fundamental para aumentar as chances
de recuperação do paciente.
Como prevenir o hantavírus?
Os órgãos de saúde orientam a evitar contato com roedores e manter
ambientes limpos e ventilados. As principais recomendações incluem:
- Armazenar alimentos em recipientes
fechados;
- Manter terrenos e depósitos limpos;
- Vedar frestas e buracos;
- Usar equipamentos de proteção em
locais com fezes de roedores;
- Umedecer o ambiente antes da
limpeza para evitar poeira contaminada.
Surto em navio não apresenta
risco para o Brasil, diz MS
Foi de Ushuaia, no sul da Argentina, que zarpou o navio de
cruzeiro MV Hondius no dia 1° de abril último.
Embarcação com bandeira holandesa navegava com destino a Cabo Verde
quando passageiros começaram a manifestar sinais da hantavirose, doença causada
pelo hantavírus, causando um surto.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até essa sexta-feira,
8, foram confirmados cinco casos da patologia, três suspeitas e três mortes. No
entanto, declarações dadas pela entidade apontam que este deve ser "um
surto limitado" e que "não se trata do início de uma epidemia".
Em
nota emitida na sexta-feira, 8, o Ministério da Saúde (MS) reforçou que
"não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante
relacionada ao episódio raro" de transmissão interpessoal registrado no
navio.
"Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre
pessoas. Até o momento, o País identificou nove genótipos de Orthohantavírus em
roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas", destacou o
órgão em nota.
(O
Povo - Online)
(Foto:
Wikipedia Commons/CDC/Cynthia
Goldsmith, Luanne Elliott)
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