Adolescente é apreendido por suspeita de participar de ataque a provedor de internet que se recusou a pagar taxa a facção
Um adolescente de 17 anos foi
apreendido, nesta quinta-feira (23), no município de Aracati, pelos atos
infracionais análogos aos crimes de integrar organização criminosa
ultraviolenta e de interromper serviço telemático de internet, em Icapuí, no litoral
leste do Ceará.
As investigações policiais apontam que o jovem participou de ataque contra um provedor de internet, no dia 8
de julho, em razão do proprietário do estabelecimento ter se recusado a pagar
taxas estabelecidas pela facção Comando Vermelho (CV).
O grupo criminoso, que atua no
bairro Redonda, teria exigido que o provedor de internet pagasse R$ 10 por cada
cliente no banco de dados. O estabelecimento não teria pago. Com isso, pelo
menos três homens encapuzados foram ao local e quebraram uma porta de
vidro, danificaram uma televisão, um ar condicionado e outros pertences do
provedor.
Após as investigações, equipes policiais formadas
pela Delegacia de Icapuí e pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP)
cumpriram um mandado de internação provisória em desfavor do adolescente de 17
anos, em Aracati (AIS 30).
Nesta quinta (23), durante o cumprimento de mandado
de busca e apreensão, as equipes policiais também encontraram substâncias
entorpecentes com uma mulher, de 21 anos. A localização do material ilícito
resultou na prisão em flagrante da suspeita pelo crime de
tráfico de drogas.
Após capturados, os dois suspeitos foram conduzidos
à unidade especializada responsável pela investigação. A dupla está à
disposição da Justiça.
A Polícia Civil ressalta que as investigações para
identificar, localizar e capturar todos os possíveis envolvidos na ação
criminosa estão em andamento.
Invasão à sede do provedor
Conforme apuração da TV Verdes Mares,
no início do mês de julho, integrantes da facção Comando Vermelho emitiram uma
espécie de decreto na cidade, no qual exigiram que as
empresas de internet pagassem a taxa.
Os faccionados teriam ido pessoalmente aos comércios
para intimidar os trabalhadores e exigir o dinheiro. Um depósito de água também
teria sido alvo das cobranças.
Como os empresários proprietários do provedor de
internet se recusaram a pagar e não abriram negociação, os criminosos cumpriram
a ameaça e destruíram o estabelecimento.
(Foto: Reprodução)
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