Suspeitos de exigir dinheiro de comerciantes em Pacajus são presos
Dois
homens foram presos na tarde desta quarta-feira, 22, suspeitos de exigir
dinheiro de comerciantes de Pacajus (Região Metropolitana de Fortaleza) para
não realizar fiscalizações nos estabelecimentos.
Conforme
funcionários de uma loja no Centro do município, a dupla recebeu R$ 400
após se apresentar como fiscal do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (Inmetro) e apontar supostas irregularidades em determinados
produtos comercializados no local.
Daniel
da Silva Soares e Vagner Barroso Rodrigues foram autuados em flagrante por
corrupção passiva e tiveram a prisão preventiva decretada em audiência de
custódia.
As
prisões ocorreram após a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança
(Ciops) receber uma denúncia apontando que dois homens estariam extorquindo
comerciantes da cidade.
Policiais
militares foram acionados para a ocorrência e, logo em seguida, localizaram os
suspeitos trafegando em um carro. Com os dois, a PM apreendeu R$ 5.866
em espécie, além de uma pasta com documentos e materiais institucionais do
Inmetro.
Na
delegacia, uma das vítimas afirmou que Wagner, após apontar as supostas
irregularidades, exigiu R$ 300, ao fazer um gesto levantando três dedos.
Posteriormente, teria ficado acordado que o valor a ser pago seria de R$ 400.
"A
narrativa encontra respaldo parcial nas declarações da funcionária (...), que
confirmou a presença conjunta dos investigados, a apresentação de ambos como
fiscais do Inmetro, a solicitação para que o gerente fosse chamado e a retirada
de R$ 400,00 do caixa, quantia colocada em envelope branco para ser entregue em
local reservado", consta no APF.
"O
perigo decorrente do estado de liberdade dos autuados está concretamente
demonstrado pelo modus operandi empregado nas condutas delitivas",
afirmou a juíza Ana Célia Pinho Carneiro ao decretar a prisão preventiva dos
dois suspeitos.
"Posto
que, segundo os elementos constantes dos autos, os flagranteados agiam
conjuntamente e se valiam da condição de terceirizados vinculados ao órgão
fiscalizador para conferir aparência de legitimidade à abordagem, apontar
supostas irregularidades nos estabelecimentos comerciais e exigir vantagem
financeira para evitar novas fiscalizações", acrescentou.
(O Povo - Online)
(Foto:
Davi Pinheiro/Divulgação/Secretaria
da Segurança Pública e Defesa Social)
.png)



Deixe seu comentário
Postar um comentário