Avalanche entre Nepal e Tibete deixa 356 mortos e quase 1.500 desaparecidos
O número de mortos após uma
avalanche de gelo e rochas na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China,
subiu para 356 nesta quinta-feira (27). Outras 1.468 pessoas permanecem
desaparecidas, segundo os balanços divulgados pelas autoridades dos dois
países.
A tragédia aconteceu na quarta-feira
(26), após o colapso de parte de uma geleira provocar uma forte enxurrada de
água, lama e destroços. A correnteza atingiu comunidades próximas, destruiu
construções, pontes e estradas e deixou diversas regiões isoladas.
No Nepal, foram confirmadas 353
mortes. As autoridades chinesas contabilizam outras três vítimas no Tibete. O
difícil acesso às áreas atingidas prejudica o trabalho das equipes de resgate,
que continuam procurando sobreviventes em meio aos escombros.
A principal preocupação é com o
número de pessoas ainda não localizadas. No Nepal, 910 estão desaparecidas,
incluindo centenas de estrangeiros. No Tibete, são 558 desaparecidos, dos quais
260 são estrangeiros.
Entre as pessoas procuradas estão
turistas, trabalhadores e peregrinos que visitavam a região do Himalaia. O
governo nepalês divulgou uma relação parcial das nacionalidades dos
estrangeiros desaparecidos, incluindo indianos, americanos, australianos,
britânicos, ucranianos, malaios e canadenses.
Informações preliminares chegaram a
relacionar o desastre a um terremoto. Análises posteriores, porém, indicaram
que o sinal sísmico foi provocado pelo próprio colapso da geleira e pelo
deslocamento de gelo e rochas, e não por um tremor tectônico.
As autoridades também monitoram o
risco de novas inundações devido ao bloqueio de rios e à instabilidade das
áreas afetadas. A tragédia é considerada uma das mais graves já registradas na
região do Himalaia.
(Sinal
News)
(Foto: Reprodução)
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