Empresários são alvos de operação da PF que investiga fraude na exportação de minério no RS
A
Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (23), buscas em Porto Alegre
contra empresários suspeitos de envolvimento em um esquema de extração ilegal
de minério e fraude na exportação. A ação faz parte da segunda fase da Operação
Disco de Ouro, que também investiga a participação do cantor Alexandre Pires.
As
investigações apuram a atuação dos irmãos Diego e Matheus Possebon, ligados ao
setor empresarial e à intermediação de negócios. Segundo a PF, o esquema
envolveria a extração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em
Roraima, e a comercialização do minério no mercado internacional.
Uma das suspeitas é que cargas exportadas para países asiáticos, como
Tailândia, China e Malásia, tenham sido adulteradas.
De
acordo com a investigação, 109 dos 129 contêineres analisados apresentaram
areia ou brita no lugar do concentrado de cassiterita negociado. A fraude teria
movimentado cerca de US$ 48 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 246
milhões.
Em
Porto Alegre, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços
relacionados aos irmãos empresários e a imóveis de Carlos Konrath, presidente
do conselho da Opus Entretenimento. Ao todo, a operação conta com 12 mandados
de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores. Não
foram cumpridos mandados de prisão nesta fase no Rio Grande do Sul.
O
cantor Alexandre Pires é investigado em conexão com a apuração, e a PF suspeita
que uma empresa ligada a ele tenha sido utilizada para fracionar, ocultar e
dissimular valores provenientes das fraudes. A defesa de Diego Possebon afirmou
que o empresário atuou regularmente e permanece à disposição das autoridades
para prestar esclarecimentos. As investigações continuam.
(Sinalnews)
(Foto: Reprodução)
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