Regionalização da saúde busca ampliar atendimento no Vale do Jaguaribe
Moradores
do Vale do Jaguaribe e do Litoral Leste estão inseridos em uma
estratégia estadual que busca reorganizar a rede pública de saúde e ampliar a
oferta de serviços especializados mais próxima dos municípios. A proposta faz
parte do processo de regionalização adotado pelo Ceará para reduzir
deslocamentos de pacientes e enfrentar os chamados vazios assistenciais.
O Estado
está dividido em cinco grandes regiões de saúde, entre elas a Região
Litoral Leste/Jaguaribe, responsável pelo planejamento e pela
organização da assistência em uma área que reúne municípios do leste cearense.
A estrutura é coordenada por uma superintendência regional da Secretaria da
Saúde do Ceará (Sesa), que atua em conjunto com os municípios e demais instituições
envolvidas na rede pública.
O
planejamento regional estabelece metas para orientar a expansão e a organização
dos serviços até 2027. A proposta parte de um diagnóstico das necessidades de
cada território para identificar onde existem dificuldades de acesso e quais
atendimentos precisam ser fortalecidos.
Atendimento mais
próximo da população
A
regionalização busca organizar os diferentes níveis de atendimento, desde a
atenção primária, realizada principalmente nos municípios, até os serviços de média
e alta complexidade. A intenção é estabelecer fluxos mais definidos para que o
paciente seja encaminhado ao serviço adequado dentro da própria região sempre
que houver oferta disponível.
No caso
do Vale do Jaguaribe e do Litoral Leste, esse
planejamento envolve uma rede formada por municípios com diferentes capacidades
de atendimento. A definição de serviços de referência e o fortalecimento de
unidades estratégicas são considerados pontos importantes para reduzir a
necessidade de deslocamentos para outras regiões, principalmente em
procedimentos especializados.
A
Secretaria da Saúde do Ceará destaca que o objetivo da regionalização é fazer
com que cada região consiga ampliar a oferta de acordo com suas próprias
necessidades. A estratégia também busca melhorar a integração entre os
municípios e os equipamentos que recebem pacientes encaminhados pela rede de
atenção básica.
Cirurgias e serviços
especializados
Uma das
medidas adotadas no processo de descentralização foi a organização regional da
oferta de cirurgias eletivas. A iniciativa procura permitir que parte dos
procedimentos seja realizada em hospitais mais próximos da residência
dos pacientes, contribuindo para diminuir a pressão sobre unidades de
maior complexidade.
Para o Litoral
Leste/Jaguaribe, a existência de hospitais estratégicos e unidades de
referência regional tem papel importante nesse processo. Esses equipamentos
atendem não apenas moradores dos municípios onde estão instalados, mas também
pacientes encaminhados de outras cidades da região.
A
organização regional também considera fatores como distância entre os
municípios, transporte sanitário, capacidade instalada dos hospitais e
disponibilidade de profissionais e equipamentos. Esses elementos influenciam
diretamente o caminho percorrido pelo paciente dentro do SUS.
Cinco regiões e 22
áreas descentralizadas
O modelo
atual do Ceará foi estruturado a partir de estudos sobre população, oferta de
serviços e necessidades assistenciais. Desde 2019, o Estado passou a trabalhar
com cinco grandes regiões de saúde: Fortaleza, Norte, Cariri, Sertão
Central e Litoral Leste/Jaguaribe.
Além das
superintendências, o Ceará conta com 22 Áreas Descentralizadas de Saúde
(ADS), que dão suporte à gestão regional e ajudam a articular as ações
entre Estado e municípios.
A
reorganização busca enfrentar uma dificuldade histórica do sistema público: a
concentração de determinados serviços em poucos municípios. Quando uma
cidade não possui determinada especialidade ou procedimento, o paciente precisa
ser encaminhado para outro ponto da rede, muitas vezes percorrendo longas
distâncias.
Desafio é reduzir
deslocamentos
No Vale
do Jaguaribe, um dos principais desafios da regionalização é
transformar o planejamento em uma rede capaz de responder às necessidades da
população. Isso envolve ampliar serviços, garantir profissionais, estruturar
hospitais de referência e melhorar os fluxos de encaminhamento entre atenção
básica, atendimento especializado e alta complexidade.
A
proposta também depende da integração entre Estado e prefeituras,
já que a atenção à saúde é compartilhada entre diferentes níveis de governo. A
identificação dos vazios assistenciais permite direcionar investimentos e
estabelecer prioridades para cada território.
Com
planejamento previsto até 2027, a regionalização representa uma mudança na
forma de organizar a assistência no Ceará. Para o Vale do Jaguaribe e o Litoral
Leste, o resultado esperado é uma rede mais articulada, com maior capacidade de
atendimento regional e menor necessidade de deslocamento dos pacientes para
outras partes do Estado.
(Portal folha do vale)
(Foto: Reprodução)
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