2 doses da AstraZeneca podem garantir proteção de 93,6% contra mortes por Covid, diz estudo.
Os percentuais se
tornam mais efetivos após os 14 dias da imunização com a segunda dose, com
77,9% de eficácia contra casos sintomáticos; 87,6%, internações e 93,6%,
mortes.
Um recente estudo feito com 61.164 residentes do estado de São Paulo, que
receberam o imunizante AstraZeneca/Oxford, mostra que a vacina oferece alta
proteção contra casos sintomáticos, hospitalizações e mortes de Covid-19. A
pesquisa foi feita com pessoas com idades entre 60 e 79 anos. O
trabalho foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores ligados a
universidades brasileiras e norte-americanas.
A análise foi feita entre os dias 17 de janeiro e 2 de julho. No mesmo
período de alta circulação da variante gama (P.1), registrada inicialmente em
Manaus. Além disso, o estudo usou informações de indivíduos com doença
respiratória aguda e submetidos ao teste RT-PCR identificados nos bancos de
dados de vigilância (e-SUS e Sivep-Gripe).
AstraZeneca
A estimativa da efetividade da vacina de Oxford foi feita comparando
quatro grupos: (1) vacinados e (2) não vacinados com PCR positivo para
Covid-19 e (3) os vacinados e (4) não vacinados com resultado negativo.
O estudo aponta que a eficácia da vacina, 28 dias após a primeira
dose, é de:
- 33,4% contra casos sintomáticos;
- 55,1%, contra hospitalizações e
- 61,8%, contra mortes.
Os percentuais se tornam mais efetivos após os 14 dias da imunização
com a segunda dose:
- 77,9% contra casos sintomáticos;
- 87,6%, internações e
- 93,6%, mortes.
“A principal mensagem desses resultados é o incremento que temos com o
esquema vacinal completo. É muito importante porque sai de cerca de 62%
para prevenção de óbito e vai para 94%. Reforça a ideia que é
necessário o esquema vacinal completo para uma excelente proteção”, afirma o
infectologista da Fiocruz, Julio Croda, em entrevista à Folha de S. Paulo.
Croda lembra que todas as vacinas aprovadas são boas. “Todas protegem
contra casos graves, hospitalizações e óbitos e qualquer variante, mas não
existia esse dado para a gama. É o primeiro estudo de efetividade no Brasil
para essa variante".
Coronavac
Os pesquisadores também apresentaram atualizações de um estudo que
avaliou a eficácia da Coronavac diante da alta circulação da variante
gama. O estudo foi feito de 17 de janeiro a 29 de abril com 43.774
moradores no estado de São Paulo acima de 70 anos e que receberam a Coronavac.
Conforme os resultados, 14 dias após a aplicação de duas
doses do imunizante produzido no Brasil pelo Instituto
Butantan, a efetividade da vacina foi de:
- 41,6% contra casos sintomáticos;
- 59% contra hospitalizações e
- 71,4% contra mortes.
Na faixa etária entre 70 a 74 anos, a eficácia da Coronavac é de:
- 61,8% contra casos sintomáticos
- 80,1% contra hospitalizações e
- 86% contra mortes.
Na pesquisa, a proteção da Coronavac caiu na população com 80 anos
ou mais, sendo de 28% contra casos assintomáticos, 43,4% contra hospitalizações
e 49,9% contra mortes.
“Os dados são melhores que os da vacina da gripe, que previne 40% de
mortes para acima de 80 anos”, ressalta Croda. E finaliza dizendo que as
diferenças de estimativas não diminui a importância do imunizante: “Apesar da
diferença nas estimativas, não há diferença entre as vacinas”, afirma.
(O Povo- Online)
(Foto: Tomaz
Silva/Agência Brasil
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