Postos de combustíveis do Ceará sobem preço da gasolina em até R$ 0,30 a partir desta quarta.
Na mais recente pesquisa realizada pela Agência Nacional de
Petróleo e Gás (ANP), entre os dias 2 e 8 de janeiro, o litro do combustível
variava entre R$ 6,35 e R$ 6,99. Aumento vai depender de cada empresário
proprietário de postos de combustíveis, reforça o Sindipostos-CE.
Proprietários de veículos automotores do Ceará vão pagar
ainda mais caro pela gasolina. O aumento do preço do combustível anunciado na
terça-feira (11) pela Petrobrascomeça
a ser repassado nesta quarta-feira (12) para o consumidor final.
No
Ceará, o litro do combustível deve aumentar em até R$ 0,30, segundo o Sindicato
do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos-CE).
O aumento pode depender de cada empresário proprietário de postos de
combustíveis, reforça o Sindipostos-CE.
O
preço do litro da gasolina comum pesquisado em postos cearenses, entre 2 de janeiro e
último sábado (8), pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) variava entre
R$ 6,350 e R$ 6,990.
O
menor valor do litro da gasolina comum encontrado entre os postos pesquisados
no estado foi de 6,790, no município do Crato, na Região do Cariri. O maior foi
achado em Crateús, na Região dos Inhamuns, onde o valor máximo cobrado era R$
7,490.
Já em
Fortaleza os valores variavam entre R$ 6,350 e R$ 6,999.
Aumento de quase
5% no repasse para distribuidoras
Segundo
a estatal, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras
para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, o que
representa um aumento de 4,85%.
O
valor do diesel vai subir de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, alta de 8,08%.
O
último ajuste nos preços foi realizado em dezembro do ano passado,
quando a Petrobras
promoveu uma redução no valor da gasolina de 3,13%.
Foi a primeira queda desde 12 de junho.
Já o
último aumento foi anunciado em outubro do ano passado. Veja a evolução dos preços no
gráfico abaixo.
"Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo
suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes
atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras:
distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras",
informou a estatal em comunicado divulgado nesta terça.
No comunicado, a estatal também disse que "reitera seu
compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado,
acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o
repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa
de câmbio causadas por eventos conjunturais."
Nesta
terça, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) fechou 2021 em 10,06%, a maior desde 2015.
O resultado foi impulsionado pelos combustíveis. O etanol ficou 62,23% mais caro, a gasolina
subiu 47,49% e o óleo diesel teve alta de 46,04%.
Desde
2016, a Petrobras passou a adotar para suas
refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do
barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.
Em
2021, o preço do petróleo Brent escalou mais de 50% e o de WTI mais de 55%,
impulsionados pela reativação da demanda com o fim das restrições sanitárias no
começo do ano. Já o dólar avançou 7,47% frente ao real em 2021.
Na tarde desta terça-feira (11), o Brent era negociado em
alta, acima de US$ 83, contra um preço médio de US$ 74,24 em dezembro. Já o
dólar é negociado em queda, abaixo de R$ 5,60
(G1)
(Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
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