Anvisa aprova semaglutida, medicamento para tratamento da obesidade
A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa)
aprovou o uso da caneta de
semaglutida no tratamento da obesidade no Brasil. A substância
injetável já é liberada para pacientes com diabete tipo 2, porém, a decisão,
publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa segunda-feira (2), permite o
uso de uma dose superior sob supervisão.
Estudos indicam que ela pode provocar
uma redução de, em média, 15%
do peso corporal no período de pouco mais de um ano, conforme
informação do jornal Estadão.
A decisão da Anvisa liberou o
medicamento Wegovy
— que tem a mesma droga ativa do Ozempic e do Rybelsus. A farmacêutica
dinamarquesa Novo Nordisk, responsável pela comercialização do produto,
informou que o remédio deve chegar
ao mercado brasileiro no segundo semestre deste ano. O
empreendimento foi o responsável por solicitar ao órgão, em 2021, a aprovação
da substância, que não possui previsão para entrar no SUS.
Caneta
de semaglutida
Quem
poderá usar?
Conforme a orientação da agência, a
substância é indicada para pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 30 (obesidade)
e para pacientes acima de
27 (sobrepeso) com comorbidades — como pré-diabetes, diabetes tipo 2,
hipertensão ou problemas cardiovasculares.
Recente levantamento do Ministério da
Saúde aponta que um em cada cinco brasileiros tem obesidade, número que estaria
em crescimento.
Quanto
deve custar?
Não há um preço previsto para a venda do medicamento no
Brasil, segundo o jornal O Globo. No entanto, nos EUA o tratamento
mensal é cotado em US$
1.300 (cerca de R$ 6.956), conforme informações da imprensa
local.
Como
funciona?
A semaglutida é uma droga injetável
que imita o funcionamento do
GLP-1 — tipo de hormônio natural presente no intestino que
promove a sensação de
saciedade. Por desempenhar uma função semelhante, ela também
promove a saciedade, auxiliando na perda de peso.
Náusea, diarreia, vômito, dor de barriga, dor de cabeça e fadiga
são alguns dos efeitos
colaterais do medicamento, listados pela agência regulatória
americana, Food and Drug Administration (FDA).
(Diário do
Nordeste)
(Foto: Shutterstock)
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