Metade das crianças pequenas no Ceará ainda não se vacinou contra Covid

 



A vacinação infantil contra a Covid-19 ainda enfrenta grandes desafios no Ceará. Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) mostram que apenas 47,38% das crianças de seis meses a dois anos completaram o esquema inicial com duas doses do imunizante até setembro deste ano. O cenário é ainda mais preocupante quando se observa a terceira dose, aplicada em grupos prioritários, que alcançou somente 19,12% de cobertura.

Desde 2024, a vacina contra o coronavírus passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação, tornando-se obrigatória para o público infantil. Mesmo assim, a adesão permanece abaixo do esperado. A coordenadora de Imunização da Sesa, Ana Karine Borges, alerta que a cobertura está “bem inferior ao desejável”, sobretudo entre crianças que ainda não receberam nenhuma dose.

O Ministério da Saúde estabelece que crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber duas doses do imunizante monovalente, com intervalo de quatro semanas. Já as crianças a partir de 5 anos precisam de apenas uma dose. Para os grupos de risco, como crianças imunocomprometidas ou com deficiência permanente, a recomendação é uma dose anual de reforço.

Além da baixa procura, a desinformação tem sido apontada como um dos principais fatores que comprometem o avanço da imunização. A pediatra Vanuza Chagas explica que muitos pais resistem por medo de possíveis efeitos adversos, incentivados por notícias falsas. “O que se deve temer é a doença, não a vacina. A Covid pode causar complicações graves, sequelas e até mortes em crianças não vacinadas”, reforça.

No Ceará, segundo dados da Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS), 285.789 crianças nessa faixa etária estão aptas a receber a vacina. A Sesa alerta que bebês, crianças pequenas e idosos continuam sendo os grupos com maior risco de hospitalização e complicações respiratórias.

Para reverter o cenário, especialistas defendem que profissionais de saúde intensifiquem o diálogo com as famílias, esclarecendo dúvidas e acolhendo receios. “A vacina da Covid passa pelos mesmos controles de qualidade que as demais do calendário básico, como a BCG aplicada nas maternidades. É segura e essencial para proteger nossas crianças”, reforça Ana Karine Borges.

 (Portal folha do vale)

(Foto: Reprodução)

 

Notícia mais recente
Próxima notícia

Deixe seu comentário

Postar um comentário

Ads

Ads 2

Ads Tengah Artikel 2