Funceme prevê quadra chuvosa incerta e atenção redobrada no Vale do Jaguaribe

 



A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apresentou, nesta quarta-feira, 21 de janeiro, o prognóstico climático para o trimestre de fevereiro a abril de 2026 no Ceará. O cenário indica equilíbrio entre duas possibilidades principais: 40% de chance de chuvas dentro da média histórica e a mesma probabilidade de volumes abaixo do normal. A ocorrência de precipitações acima da média aparece como a alternativa menos provável, com 20%.

O anúncio foi feito no Palácio da Abolição, em Fortaleza, e contou com a participação de representantes do Sistema de Recursos Hídricos do Estado. A análise considerou variáveis atmosféricas e oceânicas em larga escala, além de simulações de modelos climáticos nacionais e internacionais.

Segundo o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, o nível de incerteza ainda é elevado. Ele destacou que a tendência aponta para melhores condições de chuva no noroeste do Ceará, enquanto áreas do sudeste devem registrar menores acumulados. Esse padrão preocupa especialmente regiões dependentes da regularidade das chuvas, como o Vale do Jaguaribe.

Vale do Jaguaribe em alerta

Na região Jaguaribana, onde se concentra o Vale do Jaguaribe, os volumes esperados para o trimestre variam entre 402,1 milímetros e 576 milímetros, faixa considerada dentro da normalidade histórica. Apesar disso, a posição da região no Centro-Sul do Estado a coloca entre as áreas com maior risco de irregularidade das chuvas, conforme indicam os modelos da Funceme.

O início fraco da pré-estação chuvosa reforça o sinal de alerta. Janeiro registrou apenas 10,5 milímetros de chuva até o dia 20, quase 90% abaixo da média esperada para o mês. Esse déficit compromete a umidade do solo e pode dificultar a recarga dos reservatórios ao longo da quadra.

Previsão por regiões do Ceará

Os dados divulgados pela Funceme mostram diferenças significativas entre as macrorregiões cearenses:

  • Litoral Norte: entre 550,5 mm e 774,3 mm
  • Litoral do Pecém: de 477,2 mm a 654,1 mm
  • Litoral de Fortaleza: volumes mais elevados, variando de 560,8 mm a 782,6 mm
  • Maciço de Baturité: entre 470,3 mm e 613,8 mm
  • Ibiapaba: de 503,1 mm a 600,8 mm
  • Jaguaribana (Vale do Jaguaribe): entre 402,1 mm e 576,0 mm
  • Cariri: de 482,7 mm a 623,8 mm
  • Sertão Central e Inhamuns: os menores acumulados, entre 362,4 mm e 505,4 mm

Para o Ceará como um todo, a faixa considerada normal para o trimestre fica entre 439,4 mm e 597,6 mm, com base na climatologia de 1981 a 2010.

 (Portal folha do vale)

(Foto: Reprodução)

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