A partir desta semana, reajuste previsto dos medicamentos vai até 4,6%
O reajuste anual dos preços de medicamentos no Brasil foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e deve
entrar em vigor a partir desta semana, na quarta-feira, 1º de abril,
com variação entre 1,9% e 4,6%.
O
aumento médio estimado é de 3,81%, conforme critérios técnicos
adotados pelo órgão regulador.
A atualização ocorre uma vez por ano e leva em consideração fatores como
inflação, custos de produção da indústria farmacêutica, produtividade do setor
e a dinâmica de mercado.
Medicamentos com maior concorrência tendem a atingir índices
mais elevados dentro do teto, enquanto aqueles com menos
alternativas podem ter reajustes menores.
O reajuste autorizado não implica aumento automático e
imediato dos preços nas farmácias.
Parte
dos estabelecimentos ainda comercializa estoques adquiridos antes da
atualização, o que pode retardar o repasse integral ao consumidor. Assim, a
elevação tende a ocorrer de forma gradual ao longo das semanas seguintes.
Reajuste anual e critérios
De acordo com Maurício Filizola, presidente da rede Farmácia Santa Branca
e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL de Fortaleza), o aumento segue um
padrão histórico.
“Este reajuste ocorre uma vez por ano, geralmente entre o fim de março e
o início de abril”, afirma. Ele também destaca que o percentual médio previsto
para 2026 está entre os menores dos últimos anos.
Filizola
ressalta ainda que a definição dos índices não parte do varejo. “Esse reajuste
não é feito pelas farmácias, mas definido em negociação dentro da CMED, com
participação da indústria e de ministérios do governo federal”, explica.
Alternativas e orientação ao
consumidor
O reajuste abrange principalmente medicamentos regulados, incluindo os de
prescrição médica. Diante da alta, ele recomenda pesquisar preços e considerar
alternativas mais acessíveis.
Entre
elas, os medicamentos genéricos se destacam. Segundo Filizola, esses produtos
devem ser, por lei, ao menos 35% mais baratos que os de referência
e já representam uma parcela significativa do mercado. “Isso traz um
diferencial importante para quem busca economia”, pontua.
A oficialização dos novos valores depende da publicação no Diário Oficial
da União (DOU), prevista até o fim de março. Após isso, fabricantes,
distribuidores e farmácias poderão aplicar os reajustes, respeitando os limites
estabelecidos.
(O
Povo - Online)
(Foto:
FCO FONTENELE)
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