Prefeita de Aracati fica retida no Oriente Médio após escalada militar
A
prefeita de Aracati, Roberta de Bismark, está entre os brasileiros
impedidos de retornar ao país após o fechamento do espaço aéreo em nações do
Oriente Médio. A suspensão dos voos ocorreu em meio à escalada militar
envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A
gestora municipal informou que permanece hospedada em um hotel, aguardando
autorização para embarcar de volta ao Brasil. Em publicações nas redes sociais,
ela afirmou estar em segurança e disse que acompanha remotamente as demandas
administrativas do município cearense enquanto aguarda a normalização das
operações aéreas.
Segundo
a prefeita, a viagem foi realizada após o período do Carnaval, como
parte de férias programadas. O retorno ao Ceará, no entanto, foi interrompido
pela suspensão repentina dos voos na região afetada pelo conflito.
Além
da chefe do Executivo de Aracati, outros brasileiros enfrentam a mesma situação.
Um grupo de 11 cearenses está em Dubai sem previsão de embarque. Eles se
preparavam para seguir viagem até Lisboa, em conexão para Fortaleza, quando
foram informados do cancelamento do voo pouco antes da decolagem. Sem
alternativas imediatas, o grupo permanece na cidade à espera de orientações das
companhias aéreas.
A
crise teve início após uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel
contra alvos iranianos no último sábado, 28 de fevereiro. Em retaliação, o Irã
lançou mísseis e drones contra o território israelense, ampliando as tensões e
provocando o fechamento do espaço aéreo em diferentes países da região.
Explosões
foram registradas em Teerã e em outras cidades iranianas. A organização
humanitária Crescente Vermelho do Irã informou que centenas de pessoas
morreram desde o início dos ataques, incluindo integrantes da alta cúpula
iraniana. A instabilidade também afetou países que abrigam bases militares
norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque e
Jordânia.
Até
o momento, não há previsão oficial para a reabertura completa do tráfego aéreo
na área, o que mantém turistas e autoridades brasileiras impossibilitados de
retornar ao país.
(Portal folha do vale)
(Foto: Reprodução)
.png)



Deixe seu comentário
Postar um comentário