Bebê nasce dentro de ambulância do Samu em Tauá durante trajeto ao hospital
Uma bebê nasceu dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu 192), na manhã desta segunda-feira, 6, em Tauá,
no interior do Ceará.
A
mãe, Josiane Chaves, estava com 39 semanas de gestação e seguia com o
companheiro para o Hospital Municipal de Tauá quando as contrações se
intensificaram. Ao passarem em frente à base do Samu no município, o casal
decidiu parar e pedir ajuda. O trabalho de parto já estava avançado e
não houve tempo de chegar à unidade de saúde.
O atendimento foi realizado pela técnica de enfermagem Raiane Monteiro,
com apoio do condutor socorrista Paulo Célio. A ambulância foi parada na região
central da cidade, em meio ao fluxo intenso de veículos. Um policial que
passava pelo local auxiliou no controle do trânsito, permitindo que a equipe
iniciasse o procedimento ainda na viatura.
“Orientamos a mãe a manter a calma e se concentrar nela e no bebê, que
daria tudo certo”, relatou a profissional.
Mesmo sendo uma unidade de suporte básico, a ambulância dispõe dos
materiais necessários para esse tipo de atendimento. Ainda assim, o espaço reduzido
foi um dos principais desafios. “É um ambiente apertado, o que dificulta nossos
movimentos”, explicou.
Durante
o procedimento, a gestante se manteve cooperativa e seguiu as orientações da
equipe. Segundo Raiane, ela demonstrava tranquilidade e, após o nascimento, sua
principal preocupação era saber se a filha estava bem.
Logo após o parto, foram realizados os primeiros cuidados com a
recém-nascida, como o corte do cordão umbilical, limpeza e aquecimento. A bebê
chorou imediatamente após o nascimento, sem necessidade de manobras de
reanimação.
Ainda dentro da ambulância, a equipe aplicou a escala de Apgar, que
avalia critérios como frequência cardíaca, respiração, reflexos e coloração da
pele. A recém-nascida apresentou boa resposta em todos os parâmetros, indicando
um quadro de saúde estável.
Após o atendimento, mãe e filha foram encaminhadas ao Hospital Municipal
de Tauá, onde permanecem sob cuidados médicos e passam bem.
Apesar da experiência de mais de uma década no Samu, essa foi apenas a
segunda vez que Raiane participou de um parto em viatura. “Não é uma ocorrência
comum no nosso dia a dia. Envolve muita adrenalina, porque estamos lidando com
duas vidas ao mesmo tempo”, destacou.
(O
Povo - Online)
(Foto:
Raiane Monteiro/Arquivo Pessoal)
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