Estudos indicam queda no QI de jovens e associam tendência ao uso de telas
Pesquisas
realizadas em diversos países têm apontado uma tendência considerada
preocupante por especialistas: as gerações mais novas podem estar
apresentando um Quociente de Inteligência (QI) inferior ao de seus pais,
algo que não era observado há cerca de um século.
A
constatação representa uma possível mudança histórica no desenvolvimento
cognitivo humano. Ao longo do século XX, o pesquisador James Flynn
identificou um aumento consistente no QI médio da população, com crescimento
estimado entre dois e três pontos por década desde os anos de 1930. O
fenômeno ficou conhecido como “efeito Flynn”.
No
entanto, a partir da década de 1990, estudos começaram a indicar uma
estagnação e, em alguns casos, redução desses índices, contrariando a tendência
de crescimento observada por décadas. Esse novo cenário passou a ser chamado
por especialistas de “efeito Flynn reverso”.
Entre os
fatores que podem estar contribuindo para essa mudança, o uso excessivo de
telas tem sido apontado como um dos principais, embora não seja o único.
Especialistas destacam que a exposição prolongada a dispositivos digitais pode
influenciar a capacidade de concentração, memória e raciocínio, especialmente
entre crianças e jovens.
Outras
possíveis causas também são mencionadas por pesquisadores, como a exposição
à poluição, a deficiência nutricional, a piora na qualidade da alimentação
e mudanças nos estímulos dentro do ambiente familiar.
Apesar da
preocupação, especialistas ressaltam que a inteligência humana pode estar
passando por transformações, com as novas gerações desenvolvendo
habilidades diferentes, principalmente relacionadas ao ambiente digital. Ainda
assim, há consenso sobre a importância de equilibrar o uso da tecnologia
com atividades que estimulem a leitura, o raciocínio e a interação
social.
(Portal folha do
vale)
(Foto: Reprodução)
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