ANP confirma presença de petróleo em propriedade rural de Tabuleiro do Norte

 



A confirmação da existência de petróleo cru em uma propriedade rural de Tabuleiro do Norte abriu uma nova fase de estudos técnicos por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A substância foi localizada no Sítio Santo Estevão, pertencente ao agricultor Sidrônio Moreira, após perfurações realizadas em busca de água para abastecimento da propriedade.

O material encontrado passou por análises laboratoriais feitas a partir de amostras coletadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), que confirmaram tratar-se de petróleo cru. Com o resultado, a ANP iniciou um processo administrativo para avaliar o potencial da área e a possibilidade de inclusão do local em futuros blocos exploratórios de petróleo e gás.

A descoberta ocorreu ainda em 2024, quando Sidrônio perfurava o terreno tentando encontrar água para irrigação e manutenção dos animais da fazenda. Em vez disso, surgiu um líquido escuro e de forte odor semelhante ao de derivados de petróleo.

Nesta quarta-feira, 20 de maio, a família recebeu dois documentos enviados pela ANP com atualizações sobre o andamento do processo. Segundo Saullo Moreira, os familiares acompanham o caso com expectativa, mas reconhecem que ainda existe um longo caminho até uma eventual exploração comercial da área.

Saullo explicou que, até o momento, a descoberta trouxe apenas despesas e movimentações relacionadas às análises técnicas. Para realizar as perfurações no terreno, Sidrônio precisou contratar um empréstimo de R$ 15 mil. Após negociações com a instituição financeira, a família conseguiu adiar a cobrança da dívida por um ano.

Apesar da repercussão da descoberta, especialistas avaliam que a presença de petróleo não garante viabilidade econômica para exploração comercial. Isso porque os custos operacionais e de extração podem superar o valor de mercado do produto, dependendo da quantidade disponível e das condições do subsolo.

A família também foi orientada a evitar contato com a substância e não realizar novas perfurações até a conclusão das análises técnicas. Segundo Saullo, o processo ainda envolve várias etapas, incluindo estudos geológicos, avaliações ambientais e definições regulatórias, sem prazo determinado para conclusão.

Mesmo sendo proprietário da área onde o petróleo foi encontrado, Sidrônio não terá posse sobre os recursos minerais existentes no subsolo, que pertencem à União. No entanto, caso haja exploração comercial futura, a família poderá receber participação financeira prevista na legislação, correspondente a um percentual sobre a produção.

 (Portal folha do vale)

(Foto: Reprodução)

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