Agro do Ceará vai a Limoeiro do Norte para debater inovação no campo
Expectativa
em Limoeiro do Norte! Esta cidade-sede do município onde se localizam grandes
projetos da agricultura e da pecuária de alta tecnologia, receberá, nos
próximos dias 17 e 18, o Coalizão Agro, evento criado e coordenado por Carlos
Matos, ex-secretário de Agricultura Irrigada, com o objetivo de debater sobre
os desafios, tendências e oportunidades do agronegócio cearense.
Toda a
programação do Coalização Agro será voltada à inovação, sustentabilidade,
tecnologia e fortalecimento das cadeias produtivas do Estado. As inscrições são
gratuitas e podem ser feitas por meio do perfil @coalizaoagronordeste, no link
disponível na bio.
Promovido
pela Sallto Educação, pela Fundação de Cultura e Apoio ao Ensino, Pesquisa e
Extensão (Funcepe) e pela Instituição Educacional Cultural de Assistência
Social Fátima Freires, o Coalizão Agro terá como tema central “Impulsionando o
Futuro do Agro com Inovação e Conhecimento”, reforçando o papel estratégico do
Ceará no cenário nacional do agronegócio.
A escolha
de Limoeiro do Norte para sediar a edição deste ano do Coalizão Agro reforça o
protagonismo do Vale do Jaguaribe no desenvolvimento da economia primária deste
estado. Reconhecida pela força da agricultura irrigada e pela diversidade de
cadeias produtivas, a região jaguaribana consolida-se como um dos territórios
mais importantes para o debate acerca do futuro do agro cearense.
A
programação terá painéis voltados a temas estratégicos para o desenvolvimento
do agro, como carcinicultura, pecuária de corte, cadeia leiteira, segurança
hídrica, bananicultura e fruticultura. Especialistas e empresários do setor
participarão das discussões, compartilhando experiências, perspectivas de
mercado e soluções inovadoras para fortalecer a produção
regional.
Estarão
os participantes já confirmados, destacam-se Ricardo Pedroza, CEO da Camarões
do Brasil; Fábio Régis de Albuquerque, engenheiro agrônomo, referência nacional
na produção de banana no Nordeste e fundador do Sítio Barreira; e Andrew Jones,
sócio proprietário da Ajagro, empresa especializada em pecuária
leiteira.
Falando à
coluna, Carlos Matos, transmitiu informações interessantes sobre o
evento:
“Em
relação ao camarão, o Ceará já é o maior produtor do Brasil, mas ainda temos
potencial para aumentar a produção e a produtividade e conquistar novos
mercados. Já a pecuária de corte surge como uma grande oportunidade após o
anúncio da instalação do frigorífico industrial da Masterboi, em Iguatu, na
região Centro-Sul do estado. Com sistemas de produção intensiva e confinamento,
será possível reduzir significativamente o tempo de criação. Enquanto, em
média, leva-se três anos para produzir um boi no Brasil, no Ceará esse período
pode ser reduzido para um ano e meio. Também vamos debater sobre a pecuária
leiteira, que apresenta um grande desafio de produtividade. Atualmente, a média
é de 1.500 litros por vaca/ano, mas existem sistemas de produção capazes de
alcançar até 13 mil litros por vaca/ano. Trata-se de uma verdadeira revolução,
baseada na integração de genética, nutrição e ambiente adequados, incluindo
melhorias na infraestrutura e no bem-estar animal”, disse ele.
Além do
conteúdo técnico, o Coalizão Agro promoverá conexões estratégicas entre
produtores, investidores, instituições e empresas, ampliando oportunidades de
negócios e incentivando soluções sustentáveis para o desenvolvimento
regional.
“A união
entre os diferentes setores do agro é essencial para impulsionar o seu
crescimento. O Coalizão Agro deste ano terá, como nos anos anteriores, o
propósito de fortalecer o agronegócio cearense a partir da conexão entre
conhecimento, inovação e desenvolvimento regional. Mais do que um evento,
queremos construir um espaço de diálogo e articulação entre produtores,
empresas, instituições e lideranças, estimulando soluções que contribuam para
ampliar a competitividade do setor, gerar oportunidades e impulsionar o
crescimento sustentável do Ceará”, destacou Carlos Matos.
Durante
os dois dias do evento, os participantes também terão acesso a momentos de
networking, rodadas de conversa e integração entre representantes do setor
produtivo e instituições públicas e privadas.
O
Coalizão Agro 2026 conta com o apoio de importantes instituições e empresas
comprometidas com o fortalecimento do agronegócio cearense, entre elas a
Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará – Aprece; Banco do Nordeste (BNB);
Central de Abastecimento – Ceasa; Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial –
Senai; Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec); Integral Mix;
Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa); prefeituras de Limoeiro do
Norte, Maracanaú e Quixeré; e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Sítio
Barreiras; e Solarisa Brasil. O evento também conta com o apoio do Banco do
Brasil,da Assembleia Legislativa e do Governo do Ceará.
Esses
apoios, argumentou Carlos Matos, reforçam a importância da integração entre o
setor produtivo, o poder público e as entidades empresariais, todos voltados
para o desenvolvimento econômico e social do estado.
CEARENSE
É CO-AUTOR DE LIVRO SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA
Felipe
Guerra, contador e advogado cearense que participou das discussões da Reforma
Tributária no Congresso Nacional e atua como consultor técnico na área
tributária, lançará no próximo dia 22, às 18h30, na sede da OAB Ceará, seu
livro "Arquitetura da Reforma Tributária e os Desafios do Novo Sistema
Brasileiro".
No livro,
Felipe Guerra analisa os principais impactos da Reforma Tributária sobre a
atividade empresarial, abordando temas que hoje estão no centro do debate
econômico nacional, como o IVA, os efeitos das exceções tributárias sobre as
alíquotas, a tributação de serviços digitais, o aumento da fiscalização baseada
em tecnologia e dados e os desafios de adaptação das empresas ao novo modelo
tributário brasileiro.
Segundo o
autor, a reforma exigirá das empresas mais controle, governança e planejamento
tributário, além de mudanças na forma de apuração e gestão fiscal. O livro
também discute como o novo sistema poderá influenciar custos, investimentos e a
competitividade dos negócios.
(Diário do Nordeste)
(Foto: Davi Rocha)
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