Polícia prende suspeito no Ceará por troca de material de abuso infantil no Telegram
Um homem
de 34 anos investigado por armazenar e compartilhar material de
abuso sexual infantojuvenil foi preso pela Polícia Civil do Ceará,
em Tianguá, durante a terceira fase de uma megaoperação nacional coordenada
pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). A ofensiva cumpriu
seis mandados de prisão preventiva e oito de busca em
diferentes estados do país para desarticular uma rede suspeita de trocar
arquivos de exploração sexual de crianças e adolescentes por
meio do aplicativo Telegram.
A prisão
no Ceará foi realizada no início da noite desta quarta-feira (24) por equipes
da Delegacia Municipal de Tianguá. Em seguida, os policiais foram até a
residência do suspeito, onde recolheram outro dispositivo eletrônico que será
submetido à perícia.
Segundo a
Polícia Civil do Ceará, a análise dos equipamentos poderá auxiliar no
aprofundamento das investigações e na identificação de outros possíveis
envolvidos. O material apreendido passará por perícia técnica especializada
para obtenção de provas.
Operação nacional
A
terceira fase da operação é resultado de uma investigação iniciada pela
Delegacia de Palmas, no Paraná, conduzida pelo Núcleo de Investigações
Qualificadas da Divisão Policial do Interior.
As
apurações avançaram após a extração de dados de um celular apreendido com um
homem preso na primeira fase da operação, em fevereiro de 2025. A perícia
revelou a existência de um grupo que compartilhava material de abuso sexual infantil
por meio do Telegram.
Com
base nas informações fornecidas pela plataforma, os investigadores
identificaram oito suspeitos com domicílio no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de
Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal.
Ao todo,
foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva
com apoio das polícias civis dos estados envolvidos. Em Foz do
Iguaçu (PR), também houve cumprimento de mandados. Dois investigados não foram
localizados e são considerados foragidos.
Nos
endereços dos alvos, os policiais apreenderam diversos equipamentos eletrônicos
que serão periciados para dar continuidade às investigações.
Apoio nacional e internacional
A
operação contou com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas
(Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da
Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do Ministério da Justiça e
Segurança Pública.
As
investigações também tiveram colaboração internacional da Homeland Security
Investigations (HSI), agência de segurança dos Estados Unidos.
Histórico da operação
A
investigação teve início após a apreensão, em Palmas (PR), de um dispositivo
eletrônico com fotos e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes
comercializados por aplicativo de mensagens.
Na
primeira fase da operação, realizada em fevereiro de 2025, foram presas 10
pessoas e cumpridos 54 mandados de busca em 49 municípios de 19 estados e no
Distrito Federal.
Já na
segunda etapa, deflagrada em outubro de 2025, outras 14 pessoas foram presas em
flagrante pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de conteúdo de abuso
sexual infantojuvenil. Na ocasião, foram cumpridos 44 mandados de busca em 18
estados e no Distrito Federal.
A Polícia
Civil do Ceará informou que as investigações continuam e reforçou que
o combate aos crimes contra crianças e adolescentes é prioridade
da instituição. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais
oficiais das forças de segurança.
(Diário do Nordeste)
(Foto: Divulgação/Políciais
Civis do Ceará e Paraná)
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