Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida para diabetes tipo 2
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de cinco
novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida produzida por
síntese química. Os produtos foram aprovados para o tratamento de adultos com
diabetes mellitus tipo 2 que apresentam controle insuficiente da doença e devem
ser utilizados como complemento à dieta e à prática de exercícios.
Os
medicamentos registrados são Owozy, da Ávita Care Importação e
Distribuição de Produtos Ltda.; Seemasun, da Sun Farmacêutica
do Brasil Ltda.; Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e
Farmacêutica S.A.; Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e
Medicamentos S.A.; e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
De acordo
com a Anvisa, os cinco produtos receberam registro na concentração de 1,34
mg/mL e serão disponibilizados em dispositivos de aplicação de 1,5 mL,
acompanhados de seis agulhas, ou de 3 mL, com quatro agulhas.
A análise
regulatória considerou como referência o medicamento Ozempic,
que também contém semaglutida. A aprovação, porém, não significa que os novos
produtos estejam imediatamente disponíveis nas farmácias. Até o momento, não
foi informada uma data para o início da comercialização.
A semaglutida
pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Esses medicamentos atuam
de forma semelhante a um hormônio produzido naturalmente pelo organismo,
contribuindo para o controle da glicose e da saciedade. Embora sejam associados
popularmente ao emagrecimento, os cinco produtos tiveram
indicação aprovada pela Anvisa para diabetes tipo 2, e não
como tratamento estético para perda de peso.
A agência
informou que a análise dos medicamentos foi priorizada após solicitação do
Ministério da Saúde, com o objetivo de ampliar a oferta desses tratamentos e
contribuir para o abastecimento do mercado farmacêutico brasileiro, inclusive
com perspectiva de benefício ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A
autorização ocorre após a Anvisa ter aprovado, em maio, a primeira
caneta de semaglutida sintética produzida no país. A ampliação do
número de registros aumenta a concorrência no mercado, mas a chegada efetiva
dos produtos aos pontos de venda dependerá das etapas de fabricação e
distribuição pelas empresas responsáveis.
A Anvisa
também alerta que a retatrutida, outro princípio ativo que vem
sendo estudado em pesquisas clínicas, ainda não está autorizada para
comercialização em nenhum país.
(Portal folha do
vale)
(Foto: Reprodução)
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