Estudo associa consumo de brócolis a menor risco de câncer colorretal
Brócolis, couve-flor, repolho e
couve são associados a menor risco de câncer colorretal em estudo com 639 mil
pessoas, reforçando a importância da alimentação equilibrada.
Uma
análise científica envolvendo mais de 639 mil pessoas
identificou uma associação entre o consumo de vegetais crucíferos,
como brócolis, couve-flor, repolho e couve, e uma menor
probabilidade de câncer colorretal. Os resultados reforçam o interesse da
ciência pelo papel da alimentação na prevenção da doença, embora não indiquem
que esses alimentos, isoladamente, sejam capazes de evitar o câncer.
Publicado
na revista BMC Gastroenterology, o trabalho reuniu
dados de 17 estudos anteriores. Do total de 639.539 participantes analisados,
97.595 haviam recebido diagnóstico de câncer colorretal.
Consumo e possível efeito
protetor
Segundo a
análise, a associação com menor risco começou a ser observada a partir de
aproximadamente 20 gramas diárias de vegetais crucíferos. O
resultado mais expressivo apareceu entre pessoas que consumiam de 40 a 60
gramas por dia. Acima desse intervalo, não foram identificados benefícios
adicionais relevantes.
Uma das
possíveis explicações está nos compostos bioativos presentes nesses alimentos.
O brócolis, por exemplo, é uma importante fonte de sulforafano,
substância estudada por seus possíveis efeitos sobre mecanismos relacionados ao
desenvolvimento de tumores.
Esses
vegetais também fornecem fibras, vitamina C, flavonoides e carotenoides.
Já os glucosinolatos podem originar compostos capazes de
influenciar processos celulares relacionados à eliminação de células alteradas
e à metabolização de substâncias potencialmente prejudiciais.
Alimentação e prevenção
O câncer
colorretal está entre os tumores mais comuns no mundo. Dados da
Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização
Mundial da Saúde (OMS), apontam cerca de 1,9 milhão de novos casos por ano e
aproximadamente 900 mil mortes provocadas pela doença.
Além da
alimentação inadequada, fatores como consumo de álcool e sedentarismo estão
associados ao aumento do risco. Em contrapartida, manter uma alimentação
equilibrada e praticar atividade física regularmente são medidas relacionadas à
promoção da saúde e à prevenção.
Os
pesquisadores ressaltam que os resultados demonstram uma associação,
e não uma relação de causa e efeito. Portanto, comer brócolis
ou outros vegetais crucíferos não garante, sozinho, proteção contra o câncer. A
alimentação deve ser considerada dentro de um conjunto de hábitos saudáveis e
de medidas preventivas.
(Portal folha do vale)
(Foto: Reprodução)
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