Membro do CV é preso suspeito de ameaçar diretora de escola a deixar cargo em General Sampaio

 



Um homem apontado como membro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) foi preso por suspeito de ameaçar a diretora de uma escola pública no município de General Sampaio, no Vale do Curu. O homem teria exigido que a funcionária deixasse o cargo.

Ele foi capturado pela Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco) nessa quinta-feira, 20, em Fortaleza. Gilberto Gil Souza de Oliveira Júnior, conhecido como “Sem Noção”, é suspeito de ameaçar a vítima por meio de mensagens telefônicas.

Optamos por não divulgar o nome da escola para preservar a identidade da diretora. Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), o qual O POVO teve acesso, o investigado demonstrava conhecer a rotina da vítima, incluindo o veículo utilizado por ela nos deslocamentos.

De acordo com investigação da Draco, o suspeito teria feito referência ao Comando Vermelho ao ameaçar a diretora, como forma de intimidação. Levantamentos feitos pela especializada apontaram que o investigado seria integrante da facção desde o ano de 2020.

Além disso, o número constava como telefone de contato no sistema de monitoramento eletrônico da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Diante das informações, foram feitas diligências pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE), por meio de agentes da Draco, que localizaram o suspeito em uma residência na Barra do Ceará, em Fortaleza.

Com ele, foi apreendido um celular. Ele foi conduzido à sede da Draco, onde foi autuado por crime de integrar organização criminosa e ameaças. Ainda não há

Justiça decreta prisão preventiva do suspeito

O autuado passou por audiência de custódia nesta sexta-feira, 21, tendo a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. A decisão foi do juiz de Direito Titular do Núcleo de Custódia e das Garantias da Comarca de Fortaleza, Carlos Henrique Neves Gondim.

Na decisão, o juiz considerou que há indícios de envolvimento do suspeito com o Comando Vermelho. Também foi levado em consideração uma condenação anterior do suspeito por integrar organização criminosa.

Conforme o juiz, a prisão é necessária para preservar a ordem pública e evitar uma possível reiteração criminosa. O processo foi encaminhado à Vara de Delitos de Organizações Criminosas.

(O Povo - Online)

(Foto: Divulgação/SSPDS)

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