Ministério da Saúde reforça vacinação contra sarampo durante multivacinação no país

 



O avanço de casos de sarampo em São Paulo levou o Ministério da Saúde a reforçar a importância da vacinação como medida de proteção contra a doença. A orientação ocorre durante a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até terça-feira, 1º de setembro e atende crianças e adolescentes menores de 15 anos em todo o país.

Iniciada em 3 de agosto, a mobilização busca identificar doses em atraso e atualizar a situação vacinal desse público. Entre os imunizantes disponíveis está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Em 2026, o Brasil contabiliza 27 casos confirmados de sarampo. Desse total, 24 fazem parte de uma cadeia de transmissão iniciada em junho no estado de São Paulo: 21 ocorrências foram registradas na capital, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos.

Os outros três casos ocorreram de forma independente. Dois foram identificados em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Saúde, essas ocorrências já foram consideradas encerradas após 12 semanas sem novos casos relacionados.

No ano passado, foram confirmados 38 casos de sarampo importados ou associados à importação. As ocorrências, conforme a pasta, foram controladas por meio das ações de vigilância epidemiológica e vacinação.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil permanece sem circulação endêmica do vírus, mesmo diante do aumento de casos observado em outros países das Américas.

Esquema de vacinação

O calendário de rotina estabelece duas doses da vacina tríplice viral para crianças: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Para pessoas de até 29 anos que não tenham registro de vacinação ou não consigam comprovar as doses recebidas, são indicadas duas aplicações, respeitando intervalo mínimo de 30 dias.

Entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose contra o sarampo.

Em locais onde existe circulação do vírus, as autoridades podem adotar medidas adicionais conforme a situação epidemiológica. Em São Paulo, por exemplo, foi recomendada a ampliação da vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas áreas, bebês de 6 a 11 meses podem receber a chamada dose zero, estratégia utilizada para ampliar a proteção em períodos de maior risco. Essa aplicação, porém, não substitui as doses de rotina previstas para os 12 e 15 meses.

A recomendação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis procurem uma unidade de vacinação e verifiquem a caderneta das crianças e adolescentes, aproveitando a campanha para colocar o esquema vacinal em dia.

(Portal folha do vale)

(Foto: Reprodução)

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