El Niño tem 93% de chance de vir 'muito forte' e causar impactos na quadra chuvosa, alerta Funceme
O
fenômeno El Niño deve
alcançar uma intensidade muito forte, com probabilidade de 93%,
durante o outono e inverno no Hemisfério Norte até o fim do ano, conforme aponta
uma atualização divulgada pela National Oceanic and Atmospheric Administration
(NOAA), dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (10).
Impactos
do El Niño no Ceará
Para o Ceará, um El Niño dessa magnitude merece atenção principalmente pelas
possíveis consequências
para a quadra chuvosa de 2027, alerta a Fundação Cearense de
Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Segundo o
órgão, o fenômeno pode provocar maior
irregularidade de precipitações no Estado, com períodos
secos durante a estação chuvosa e temperaturas
mais altas. A Funceme destacou que esses efeitos também dependem de outros
fatores climáticos, especialmente das condições do Atlântico Tropical.
O
levantamento da NOAA indica que há 69% de probabilidade de que o
evento atinja níveis históricos para o
trimestre outubro-dezembro, superando a intensidade de eventos registrados
desde 1950.
Temperatura
do mar já está 3°C mais quente
Ainda
conforme o estudo, as temperaturas da superfície do mar já apresentam anomalias
superiores a +3,0°C no Pacífico Leste, enquanto a região central registra cerca
de +1,8 °C acima da média. O aquecimento também é intenso em
profundidade, com temperaturas mais de 10 °C acima do normal, reforçando a
intensidade do fenômeno.
Além
do aquecimento das águas, o evento climático causa mudanças na atmosfera, como
o aumento da nebulosidade e das chuvas sobre o Pacífico Central e Leste
e o enfraquecimento dos ventos alísios.
"A
Funceme segue monitorando continuamente as condições do Oceano Pacífico e da
atmosfera, além dos demais fatores que influenciam o clima do Nordeste. O
acompanhamento será fundamental para atualizar, nos próximos meses, as
perspectivas para a quadra chuvosa de 2027 e avaliar com maior precisão os
possíveis impactos do El Niño sobre o Ceará", informou o órgão.
(Diário do Nordeste)
(Foto:
Ismael
Soares)
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