Polícia Federal combate o comércio ilegal de canetas emagrecedoras no Ceará
Nesta
sexta-feira (16), a Polícia Federal deflagrou, com o apoio da Receita Federal
do Brasil, a Operação Além do Horizonte. A ação tem por objetivo aprofundar as
investigações sobre a possível comercialização irregular de medicamentos
destinados ao emagrecimento e à venda de produtos estrangeiros que teriam sido
introduzidos no país sem o cumprimento das obrigações aduaneiras.
Foram
cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios
de Horizonte e Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A
investigação teve início a partir de denúncia anônima encaminhada pelo canal
Comunica PF, acompanhada de fotografias e de registros de conversas que
indicavam a oferta e a comercialização de canetas emagrecedoras. As diligências
preliminares apontaram para a possível oferta de medicamentos por meio de aplicativos
de mensagens e redes sociais, sem que o estabelecimento investigado possuísse
autorização para comercializá-los, em desacordo com a regulamentação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Durante
o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos medicamentos
emagrecedores, produtos eletrônicos, aparelhos celulares e perfumes de origem
estrangeira, desacompanhados de documentação comprobatória de sua regular
importação. Também foram apreendidos R$ 75 mil em espécie, um simulacro de arma
de fogo e quatro veículos.
Os
materiais arrecadados serão submetidos a exames periciais e à análise das
equipes responsáveis. As diligências prosseguirão para identificar a origem dos
medicamentos e os demais produtos apreendidos, bem como para verificar a
possível ocorrência de ilícitos sanitários, aduaneiros e de lavagem de
dinheiro.
As
condutas investigadas poderão, em tese, caracterizar crimes relacionados à
falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins
terapêuticos ou medicinais, além de contrabando, descaminho e lavagem de
dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no
decorrer da investigação.
(Foto: Reprodução)
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