Economia
Nacional
Instituições financeiras reduzem projeção de crescimento da economia
Expansão do PIB deve ficar em 1,45% em 2019, estimam economistas
O mercado financeiro continua a reduzir a
estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 11ª vez seguida caiu a
projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os
bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de
1,49% para 1,45% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim
como para 2021 e 2022.
Os números são do boletim Focus, publicação
semanal elaborada com base em perpectivas de instituições financeiras sobre os
principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras,
pelo Banco Central (BC).
Inflação
A estimativa de inflação, calculada pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 4,04%, este ano.
Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve
alteração: 3,75%.
A meta de inflação deste ano, definida pelo
Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre
2,75% e 5,75%.
A estimativa para 2020 está no centro da meta:
4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com
intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta
de inflação para 2022.
Para controlar a inflação, o BC usa como
principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado
financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até
o fim de 2019.
Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao
ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.
A Selic, que serve de referência para os demais
juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos
pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de
Liquidação e de Custódia (Selic).
A manutenção da Selic este ano, como prevê o
mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos
juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.
Ao reduzir os juros básicos, a tendência é
diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.
Para cortar a Selic, a autoridade monetária
precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de
ficar acima da meta de inflação.
Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a
demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos
encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Dólar
A previsão do mercado financeiro para a cotação
do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e em R$ 3,80 no fim de 2020.
Publicado em 13/05/2019 -
08:56 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Brasília
(Agência
Brasil)
(Imagem/Thinkstock)
Notícia mais recente
Próxima notícia
.png)



Deixe seu comentário
Postar um comentário