Ônibus lotados dificultam cumprimento das medidas de distanciamento social.



O POVO percorreu ruas e terminais de Fortaleza para entender como está sendo a primeira fase da reabertura do comércio para os grupos que utilizam o transporte público.

Passageiros relatam dificuldades em manter o distanciamento social ao utilizar o serviço de transporte público em Fortaleza. Com o aumento do fluxo de pessoas na Cidade desde a flexibilização das atividades econômicas, os terminais e ônibus da Capital se tornaram pontos de maior aglomeração. Por causa disso, seguir as medidas sanitárias se tornou um desafio para os cidadãos que necessitam do serviço.
O POVO percorreu ruas e terminais de Fortaleza para entender como está sendo a primeira fase da reabertura do comércio para os grupos que utilizam o transporte público. O auxiliar de avaria, Alan da Costa, de 25 anos, relata que percebe lotação. Para ir e voltar do trabalho, ele utiliza seis transportes públicos. E mesmo com essa variação na rota, destaca que em todos sente a dificuldade de manter o distanciamento orientado pelas autoridades sanitárias. “Com os ônibus sempre lotados, é difícil”, confessa. Alan, entretanto, ressalta, esperançoso: “Se Deus quiser tudo vai voltar ao normal”.
Na tentativa de se proteger bem contra o novo coronavírus, a conferente Maria Eliane Ferreira, de 32 anos, revela que segue todos os cuidados recomendados. Desde o começo da quarentena, ela precisa encarar os ônibus da Capital, mas logo que chega ao trabalho dá início aos protocolos de segurança. “Quando chego lá visto outra farda, tomo banho, troco a máscara, e sempre com o álcool em gel; a empresa tem o maior cuidado com a gente”, detalha Maria.
A conferente não compartilha a residência com pessoas do grupo de risco, mas reconhece que a pandemia exige esses cuidados de saúde. “Pego o ônibus 026 lotado, o negócio é sério. Quando chego em casa faço do mesmo jeito”, diz ela sobre as medidas para evitar a contaminação com a Covid-19.
A atendente de caixa Yasmin Rodrigues, de 19 anos, foi surpreendida nesta manhã com a paralisação das atividades do VLT, que seguem suspensas desde a segunda-feira, 15. Yasmin havia saído de casa com destino à hamburgueria em que trabalha, mas precisou mudar os planos quando descobriu que a linha Parangaba-Mucuripe estava sem funcionar.
Ao O POVO, Yasmin conta que a rotina de trabalho está sendo difícil durante o período de isolamento social. No entanto, com a colaboração das pessoas, o serviço na hamburgueria continua indo bem. “A gente tem clientes que se preocupam, dão sugestão quando o motoqueiro vai sem luvas e sem máscara. Está dando para levar, graças a Deus”.
Essa colaboração, no entanto, não é percebida em relação ao transporte coletivo, que apresenta um cenário completamente diferente, conforme relata Yasmin. “Tem toda a sinalização, indicando os assentos que pode ou não sentar, mas a galera não respeita. Se o pessoal não faz a sua parte, então é o mesmo que não ter cuidado nenhum”, ressalta. Além dos assentos reservados, Yasmin também destaca que o metrô tem a disponibilidade de álcool em gel, recurso utilizado para reforçar os cuidados de saúde.
Em nota, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos informou que a suspensão da linha VLT Parangaba-Mucuripe ocorreu de forma momentânea, devido a uma falha técnica, por volta das 9h50min. A situação foi normalizada às 10h20min, quando a VLT voltou a operar normalmente. A Metrofor acrescenta que a operação segue até 11h30min no primeiro turno, e depois retorna às 16h25min.
“A Companhia reforça que as linhas passam por manutenções preventivas e corretivas, de forma a assegurar a continuidade do transporte de passageiros. Assim como em outros modais de transporte, eventualmente podem ocorrer falhas em peças ou sistemas eletrônicos ou mecânicos. No entanto, tal situação é pontual, e a empresa adota procedimentos imediatos para a resolução do problema no menor prazo, contando, para isso, com uma estrutura de oficina, técnicos, mecânicos, além de peças e trens de reposição”, finaliza a nota.
A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) também foi contatada para destacar as ações sanitárias que estão sendo adotadas para evitar aglomerações nos ônibus da Capital.
(O Povo- Online)                                 
(Foto: Julio Caeser)
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