Ceará tem 24 casos de dengue grave e 17 mortes em 2022
De janeiro a novembro,
foram registrados 86.587 casos de arboviroses no Ceará. Destes, 44,4%
foram de dengue, totalizando 38.487 casos. Foram confirmados 238 casos de
dengue com sinais de alarme e 24 casos de dengue grave. Até a 48ª semana
epidemiológica, encerrada no dia 3 de dezembro, 17 cearenses morreram pela
dengue.
A Secretaria da Saúde
(Sesa) ressalta que 26,7% dos casos confirmados ocorreram em menores de 19 anos
e 40,4% dos pacientes tinham idade entre 20 e 39 anos. Mais da metade
dos casos (57%) foram registrados em pessoas do sexo feminino.
Os 17 óbitos por
dengue aconteceram nos municípios de Fortaleza (4 mortes), Quixadá (2
mortes), Apuiarés (1), Aratuba (1), Boa Viagem (1), Cascavel (1), Crateús (1),
General Sampaio (1), Itapipoca (1), Massapê (1), Mauriti (1), Russas (1) e
Sobral (1). As idades variaram entre dois meses e 88 anos, sendo nove
do sexo masculino.
Na vigilância
laboratorial, a dengue tipo 1 foi identificada em 17 municípios
e a tipo 2, em 36 municípios. Destacam-se nove municípios com
circulação simultânea de ambos os sorotipos, além da circulação do vírus
da chikungunya.
O controle e a prevenção
da dengue dependem do controle do mosquito transmissor dos vírus, o que é
quantificado pela Sesa por meio do Levantamento de Índice Rápido para Aedes
aegypti (LIRAa). A pasta mostra que 152 municípios têm baixa
infestação do mosquito e 29 têm média infestação.
Três municípios
destacam-se com índices considerados altos para a presença do Aedes
aegypti: Ipu, Canindé e Parambu.
Os focos do mosquito
predominaram nos depósitos localizados ao nível do solo: 51% dos criadouros
foram identificados em recipientes como barril, poço, tambor e tanque. Em
seguida estão os chamados depósitos móveis (como vasos, frascos, pratos,
bebedouros e baldes), onde foram encontrados 24% dos focos.
(O Povo- Online)
(Foto: Aurélio Alves/O POVO)
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