Fortaleza registra 11 casos de raiva em morcegos e reforça alerta para vacinação de pets
Fortaleza
registra 11 casos de raiva em morcegos entre janeiro e maio
deste ano, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os animais infectados
foram encontrados em diferentes regiões da Capital, o que levou as autoridades
sanitárias a reforçarem o alerta para a vacinação de cães e gatos.
Os
casos foram identificados nos seguintes bairros:
- Serrinha
- Rache de Queiroz
- Vila União
- Itaoca
- Antônio Bezerra
- Bom Jardim
- Coaçu
- Parque Dois Irmãos
- Parque Manibura
As amostras coletadas ainda passam por análises laboratoriais para
identificação das variantes virais.
Embora Fortaleza não registre casos de raiva humana desde 2003, a
circulação do vírus em animais silvestres mantém a preocupação das equipes de
vigilância em saúde.
A doença é considerada grave e possui alta taxa de letalidade,
podendo ser transmitida para seres humanos por meio de mordidas, arranhões ou
contato com saliva de animais infectados.
De
acordo com o coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro
Tavares, a imunização de cães e gatos continua sendo a principal
estratégia para evitar que a doença alcance o ciclo urbano.
Segundo ele, mesmo sem registros recentes em humanos, a identificação de
morcegos contaminados exige atenção permanente e participação da população nas
medidas preventivas.
O que fazer ao encontrar
morcegos
A orientação da Secretaria da Saúde é evitar qualquer contato com
morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem
encontrados caídos, desorientados ou apresentando comportamento fora do
habitual, como voar durante o dia.
Em
caso de mordidas, arranhões ou contato direto com esses animais, a recomendação
é procurar imediatamente atendimento em um posto de saúde.
Já cães e gatos que tenham tido contato com morcegos devem ser avaliados
por um médico veterinário e acompanhados pelas Unidades de Vigilância em
Zoonoses (UVZ).
Além das ações de monitoramento epidemiológico, o Município informou que
equipes também vêm intensificado atividades educativas e visitas domiciliares
para orientar moradores sobre os riscos da doença e as formas de
prevenção.
(O
Povo - Online)
(Foto:
Miriam Fischer / Pexels)
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