A Polícia
Civil de Santa Catarina indiciou, nesta sexta-feira (5), a cearense Amanda
Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, por estelionato e falsa
identidade. Ela foi presa em flagrante por fingir ter 12 anos
para ser 'adotada' por uma família em Joinville.
Ela
viveu durante 14 meses com a família, até uma parente denunciar o caso para
a polícia. Amanda foi presa em flagrante e admitiu ter aplicado o
mesmo golpe nas cidades de Curitiba (PR) e Nova
Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará.
A Polícia
Civil investiga golpes semelhantes feitos pela cearense nas cidades de
Florianópolis e Chapecó, também em Santa Catarina. As informações são do g1.
A Justiça
decretou a prisão preventiva de Amanda na última quarta-feira (3). Agora, com o
inquérito da Polícia Civil finalizado, o Ministério Público de Santa Catarina
deve decidir se apresenta ou não a denúncia.
Avaliação
psiquiátrica
A defesa
de Amanda pediu a realização de um exame psiquiátrico,
o que foi autorizado pela Justiça de Santa Catarina na quarta.
“Eu fiz
esse pedido porque há informação nos autos de que, em um determinado momento em
que ela foi presa, ela estava com 200 agulhas sobre a pele. Isso me chamou a
atenção. Atrelado a isso, ela apresentava leões no corpo”, justificou o
advogado Rafael Luiz Siewert.
Ele disse
que apenas depois do resultado do exame, ele irá se manifestar "de forma
mais aprofundada" sobre as conclusões do inquérito. Por enquanto, a data
para o exame não foi agendada.
Essa não
é a primeira vez que é feito pedido para uma avaliação psiquiátrica de Amanda.
Em 2024, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) havia pedido um exame de
sanidade mental para ela.
Na época,
ela tinha procurado atendimento em um hospital infantil localizado em
Florianópolis e os profissionais de saúde identificaram agulhas dentro do corpo
dela. Contudo, o pedido não foi atendido.
'Adotada' por uma família
Ao chegar
a Joinville, Amanda havia procurado uma igreja. Lá, havia contado sobre os maus
tratos dos quais foi vítima e dito que havia fugido da família no Pará.
Contudo,
segundo as investigações, ela não disse ter 12 anos. Por meio de um pastor, ela
foi apresentada a uma família e disse ter 18 anos e estar em busca de um
emprego.
Após se
aproximar da família, ela começou a falar que estava passando por uma grande
dificuldade financeira, agravada por problemas de saúde. Foi assim que ela foi
acolhida na casa, onde viveu por 14 meses.
Só depois
de conquistar a total confiança da família, foi que ela mudou a narrativa: ela
disse ter 11 anos e justificou a aparência de adulta dizendo que tomou
hormônios durante a infância de forma forçada.
O
"aniversário" de 12 anos ocorreu enquanto ela morava com a
família.
O casal só
procurou a polícia na semana passada, quando uma parente mostrou um caso
semelhante ocorrido no Rio de Janeiro.
(Diário do Nordeste)
(Foto:Divulgação/Polícia
Civil de Santa Catarina e Reprodução)
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