Patrões condenados por dopar e estuprar funcionária em sessão de terapia com hipnose são presos
Um casal,
condenado por estuprar e dopar uma funcionária em Fortaleza, foi preso
em Quixadá, no
interior do Ceará. A vítima, que trabalhava na casa deles, foi obrigada
a participar de uma sessão de terapia e submetida à hipnose e uso de
substâncias psicoativas, conforme as investigações policiais. A prisão
foi realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher de Quixadá, nesta quarta-feira
(17).
O homem preso tem 80
anos e a mulher, 61. A identidade deles não foi divulgada. A vítima trabalhava
como dama de companhia na residência do casal, auxiliando o idoso, que tinha 76
anos à época do crime.
O g1 apurou
que os acusados já foram condenados pelo crime de estupro
de vulnerável e usavam tornozeleira eletrônica devido ao crime.
Entretanto, a Justiça expediu mandado de prisão contra eles.
O Tribunal de Justiça
do Ceará (TJCE) foi questionado sobre o motivo do decreto de prisão, mas o
órgão não respondeu e alegou que "processos que envolvem crimes contra a
dignidade sexual tramitam sob segredo de justiça. Em razão disso, o Poder
Judiciário não poderá fornecer informações".
Como aconteceu o crime
O crime aconteceu em
2021. O g1 apurou que a sessão de
terapia, descrita como “psicobioenergética”, foi
iniciada com perguntas constrangedoras e um pedido para que a vítima fizesse um
desenho de si própria.
Depois, a vítima foi
orientada a se deitar em uma cadeira de atendimento, passou por uma sessão de
hipnose e foi orientada a ingerir gotas de "substâncias
naturais" (que não foram reveladas), o que a deixou sonolenta,
conforme as investigações policiais.
Vulnerável, a
vítima sofreu toques em regiões íntimas, foi levada para um dos quartos do
imóvel, onde foi orientada a tirar a própria roupa e, em seguida, foi
estuprada.
A investigação da
Polícia Civil resultou na condenação dos acusados de cometer estupro de
vulnerável.
Após o cumprimento do
mandado de prisão, os idosos foram conduzidos à Delegacia de Defesa da Mulher
de Quixadá/CE, onde, posteriormente, foram encaminhados à Delegacia de Polícia
Civil de Quixadá, e permanecem à disposição da Justiça.
(Foto: Reprodução)
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