Anvisa aprova nova imunoterapia contra linfoma agressivo no Brasil
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de um
novo medicamento que amplia as possibilidades de tratamento para pacientes com
um dos tipos mais agressivos de linfoma não Hodgkin.
A decisão beneficia adultos diagnosticados com linfoma difuso de grandes
células B (LDGCB) que apresentaram recaída da doença ou não responderam às
terapias anteriores e não podem ser submetidos ao transplante autólogo de
células-tronco.
O
medicamento, denominado Columvi (glofitamabe),
deverá ser administrado em associação aos quimioterápicos gencitabina
e oxaliplatina. A aprovação representa a
incorporação de uma nova estratégia baseada em imunoterapia, oferecendo uma
alternativa para pacientes que, até então, contavam com opções terapêuticas
mais limitadas.
O glofitamabe
integra a classe dos anticorpos monoclonais biespecíficos, desenvolvidos para
atuar de forma direcionada contra o câncer. Seu mecanismo de ação conecta
simultaneamente as células tumorais e as células de defesa do organismo,
estimulando o sistema imunológico a reconhecer e destruir as células
cancerígenas.
Especialistas
destacam que o novo tratamento pode proporcionar maior controle da doença e
aumento da sobrevida em pacientes que já passaram por múltiplas linhas de
tratamento sem sucesso. Apesar dos resultados promissores, a terapia exige
acompanhamento médico especializado devido ao risco de reações imunológicas,
como a síndrome de liberação de citocinas, efeito conhecido em tratamentos
desse tipo.
A autorização
da Anvisa permite a comercialização do medicamento
no país, mas não significa que ele estará disponível imediatamente pelo Sistema
Único de Saúde (SUS). Para integrar a rede pública, a tecnologia ainda
precisará ser analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias
no SUS (Conitec). Já a cobertura pelos planos de saúde dependerá das normas
estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O que é o linfoma não Hodgkin?
O linfoma
não Hodgkin reúne mais de 80
tipos de câncer que têm origem nos linfócitos, células
responsáveis pela defesa do organismo. O subtipo mais comum e agressivo é o
linfoma difuso de grandes células B, que evolui rapidamente e requer
diagnóstico precoce para aumentar as chances de sucesso no tratamento.
Os
principais sintomas incluem aumento dos linfonodos, febre
persistente, suor noturno intenso, perda de peso sem causa aparente, fadiga,
coceira na pele e, em alguns casos, tosse ou falta de ar. O
tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver quimioterapia,
radioterapia, imunoterapia, transplante de medula óssea e terapias celulares
mais avançadas. Com diagnóstico precoce e resposta adequada ao tratamento,
muitos pacientes podem alcançar a cura.
(Portal folha do vale)
(Foto: Reprodução)
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