Passageira é sequestrada por motorista de aplicativo em Fortaleza
Uma mulher
foi sequestrada após sair de uma casa de shows e entrar em um carro de
aplicativo na noite da última quinta-feira (9), no bairro Meireles, em
Fortaleza. Ela
também foi mantida em cárcere privado e roubada pelos suspeitos, aponta o
processo judicial.
O motorista do veículo
e outras quatro pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil poucas
horas após o crime. A quadrilha realizou empréstimos e
transferências via Pix utilizando o celular da vítima enquanto a mantinha sob
vigilância e ameaças de morte em um cativeiro.
O crime aconteceu por
volta das 23h50. A vítima solicitou uma corrida pela plataforma Uber após sair
de um estabelecimento na Avenida Desembargador Moreira.
Ela embarcou em um
automóvel conduzido por Matheus Bandeira Fontoura. De acordo
com a investigação policial, logo após o embarque, o motorista "alterou deliberadamente o percurso da viagem".
Ele reduziu a velocidade do carro em um local combinado com comparsas. Nesse
momento, dois criminosos entraram no carro.
Matheus estava
cadastrado como motorista regular da plataforma Uber. Em nota, a empresa disse
que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações,
na forma da lei. "O motorista teve a conta desativada da plataforma. Todas
as viagens na Uber são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil,
a plataforma conta com um canal de suporte psicológico, que foi disponibilizado
à vítima".
O g1 entrou em contato
com a defesa de Matheus Bandeira, que preferiu não se manifestar.
Armados com uma suposta
arma de fogo, os assaltantes assumiram o controle do veículo, encapuzaram a
passageira e exigiram acesso ao celular e às contas bancárias dela. Na
sequência, a mulher foi levada para um imóvel utilizado como cativeiro, onde
passou a sofrer ameaças de morte.
Enquanto
a vítima estava rendida, os criminosos realizaram diversas movimentações
financeiras. O grupo fez transferências eletrônicas, contratou empréstimos
bancários e utilizou os cartões da passageira.
Conforme a Secretaria
da Segurança Pública, o grupo foi conduzido para delegacia, onde foi autuado
pelos crimes de roubo com restrição de liberdade, extorsão qualificada e
associação criminosa. O homem de 21 anos também foi autuado por tráfico de
drogas. Na casa, um outro homem, de 27 anos, foi localizado em posse de
entorpecentes e também foi autuado por tráfico de drogas.
Por último, a quinta
suspeita, de 25 anos, foi localizada e autuada por lavagem de dinheiro por ter
fornecido a própria conta bancária para receber uma parte dos valores
subtraídos após a ação criminosa. As prisões em flagrante foram convertidas em
preventivas e todos seguem à disposição da Justiça.
Prisão da quadrilha
Ao ser localizado pela
polícia, o motorista confessou a participação no crime. Ele apontou Claudio
Natan Barros da Silva, conhecido como "Sorriso", como um dos
articuladores do sequestro.
As equipes policiais
também localizaram Claudio Natan, Otavio Joas Martins
de Castro e Ana Karolina da Silva Horta em uma residência vinculada
aos investigados. No local, os agentes recuperaram joias da vítima e
apreenderam uma arma falsa, dinheiro em espécie, além de porções de maconha e
cerca de 50 gramas de cocaína.
A polícia constatou que
Ana Karolina ajudou a efetuar os Pix e as movimentações bancárias enquanto a
vítima estava no cativeiro. Já Otavio atuou na operacionalização das fraudes
financeiras e no tráfico de entorpecentes. Uma quinta integrante, identificada
como Rayane da Silva Queiroz, também foi presa por receber
parte do dinheiro roubado.
Segundo o MP, todos os
suspeitos foram presos em flagrante. Eles devem responder pelos crimes de roubo majorado, extorsão qualificada pela restrição da
liberdade da vítima, associação criminosa e tráfico ilícito de drogas.
Os suspeitos passaram
por audiência de custódia no dia 11 de julho e tiveram a prisão em flagrante
convertida em preventiva.
(G1)
(Foto: Reprodução)
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