Vale do Jaguaribe amplia aposta em minimelancias para abastecer mercado brasileiro

 



A produção de melancia no Vale do Jaguaribe passa por uma transformação impulsionada pela busca por frutas mais práticas e adaptadas ao perfil das famílias brasileiras. Em Morada Nova, uma das principais áreas agrícolas da região, a Itaueira vem ampliando o cultivo de minimelancias sem sementes, produto que ganha espaço no mercado nacional e deve concentrar os investimentos da empresa nos próximos anos.

A estratégia prioriza o abastecimento do mercado interno, acompanhando a crescente demanda por frutas menores, mais doces e de fácil transporte e armazenamento. Segundo a empresa cearense, o novo formato reduz o desperdício doméstico e atende ao consumo de famílias com menos integrantes, tendência já consolidada em países da Europa e da América do Norte.

Hoje, as minimelancias representam cerca de 5% do faturamento da Itaueira, participação que cresce gradativamente. Para acompanhar essa expansão, a empresa está investindo em tecnologia de pós-colheita e na ampliação das áreas cultivadas, embora os valores aplicados não tenham sido divulgados.

As lavouras irrigadas de melão e melancia mantidas pela empresa em Morada Nova reforçam a importância do Vale do Jaguaribe para a fruticultura cearense. Além do Ceará, a Itaueira também cultiva frutas na Bahia e no Piauí.

Apesar do foco crescente no mercado brasileiro, a exportação continua fazendo parte da estratégia da empresa. O Ceará permanece como um dos principais polos nacionais da cultura da melancia, ocupando a segunda posição entre os maiores exportadores do país, atrás apenas do Rio Grande do Norte.

Dados da Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE) mostram que o Ceará colheu pouco mais de 70 mil toneladas de melancia em 2024, crescimento de 24% em relação ao ano anterior. Entre os municípios, Aracati se destaca como o maior produtor cearense e figura entre os principais do Brasil.

No comércio exterior, a melancia segue como a segunda fruta mais exportada pelo Ceará. Somente no primeiro semestre de 2026, o estado embarcou 18,7 mil toneladas da fruta, movimentando US$ 14,8 milhões, resultado cerca de 30% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os principais destinos são os Países Baixos, Reino Unido e Espanha.

(Portal folha do vale)

(Foto: Reprodução)

Notícia mais recente
Próxima notícia

Deixe seu comentário

Postar um comentário

Ads

Ads 2

Ads Tengah Artikel 2