Ceará tem 60% de chances de ter um forte El Niño no segundo semestre
O Ceará tem 60% de chances de ter um forte El Niño entre os meses de outubro, novembro e
dezembro de 2026. Informação consta em nota técnica da Fundação
Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e revela um cenário
preocupante, sobretudo com possibilidade de impacto para a quadra
chuvosa de 2027 no Estado.
Já
análise do National Oceanic and Atmospheric Administration
(NOAA), centro climático dos Estados
Unidos, indica chance acima de 90% de ocorrência para dezembro
deste ano, e janeiro e fevereiro de 2027.
O fenômeno climático de escala global é caracterizado pelo aquecimento
incomum das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central-Leste,
ocorrendo em intervalos irregulares de dois a sete anos.
Segundo a Funceme, o Estado pode enfrentar aumento da temperatura
do ar, em razão da liberação de grande quantidade de energia do Oceano
Pacífico para a atmosfera, influenciando circulação em escala
global.
Interações
causam ainda perturbações nos padrões de vento e pressão
atmosférica em toda a região tropical, bem como reduz
a formação de nuvens no norte da Região Nordeste do Brasil,
onde o Ceará está localizado, e no leste da Amazônia.
Diante de menor disponibilidade de umidade, o potencial para
chuva é comprometido.
Além disso, conforme a Funceme, o El Niño pode contribuir para o aumento
de risco de incêndios florestais devido à redução de nebulosidade e o
aumento da disponibilidade de energia térmica na atmosfera.
"O
quadro apresentado requer atenção, monitoramento contínuo e preparação
para os impactos desse intenso evento de El Niño em
desenvolvimento", informou a Funceme.
Temperatura da superfície
marítima próxima da costa da América do Sul supera 3 ºC
Temperatura da superfície do mar nas últimas quatro semanas (19/4 a 16/5)
já aponta valores acima de 3 graus Celsius (ºC) na região próxima à costa da
América do Sul.
No início de maio, foi observado um rápido aquecimento das águas do
Oceano Pacífico com valores médios para as últimas quatro semanas na região
leste, centro-leste e central de 1,9; 1,2 e 0,9 ºC, respectivamente.
A
temperatura das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial vem se
tornando mais aquecida que a média de maneira acelerada, especialmente nas
porções leste e central.
Geralmente, à âmbito estadual, o impacto desses eventos fortes e
moderados se relacionam à diminuição da precipitação durante a estação chuvosa
e altas temperaturas.
"Diversos centros meteorológicos internacionais apontam para
continuação do aquecimento nas águas no Pacífico Equatorial central-leste nos
próximos meses", indica a Funceme.
(O
Povo - Online)
(Foto:
João Victor Dummar/Especial Para O
Povo)
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