Gordura no fígado avança sem sintomas e exige atenção com exames preventivos
A esteatose
hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, tem se tornado uma
preocupação crescente entre especialistas devido ao aumento dos casos
associados ao sedentarismo, ao excesso de peso e à alimentação rica em produtos
ultraprocessados. O problema, que muitas vezes passa despercebido, pode evoluir
para complicações graves quando não é identificado precocemente.
Responsável
por centenas de funções essenciais ao organismo, o fígado atua na metabolização
de nutrientes, na produção de substâncias importantes para o corpo e na
eliminação de toxinas. Quando ocorre o acúmulo excessivo de gordura em suas
células, o órgão pode sofrer inflamações e lesões progressivas, aumentando o
risco de fibrose, cirrose e até câncer hepático.
Um dos
principais desafios é que a doença costuma ser silenciosa. Na maioria
dos casos, não há sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitos
pacientes descubram a condição apenas durante exames de rotina ou investigações
relacionadas a diabetes, colesterol elevado e obesidade abdominal.
Quando surgem, os sinais costumam ser inespecíficos, como cansaço frequente,
sensação de estufamento e desconforto na região direita do abdômen.
A
investigação geralmente começa com exames laboratoriais. Entre os principais
indicadores avaliados estão as enzimas hepáticas TGO e TGP, que podem
apresentar alterações quando há inflamação ou lesões nas células do fígado. No
entanto, especialistas alertam que resultados normais não descartam a presença
da doença, tornando necessária uma avaliação mais ampla.
Os exames
de imagem também desempenham papel fundamental no diagnóstico. A ultrassonografia
abdominal é o método mais utilizado para detectar e classificar o acúmulo
de gordura no órgão. Já a elastografia hepática permite avaliar a
rigidez do fígado e identificar a presença de fibrose, oferecendo informações
mais precisas sobre a evolução do quadro.
A boa
notícia é que a esteatose hepática pode ser revertida quando
diagnosticada nos estágios iniciais. A adoção de hábitos saudáveis, com alimentação
equilibrada, redução do consumo de ultraprocessados e prática
regular de atividades físicas, é considerada a principal estratégia para
recuperar a saúde do fígado e evitar complicações futuras.
(Portal folha do vale)
(Foto: Reprodução)
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