Um pastor
evangélico de 51 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (12) em Acaraú,
interior do Ceará, por ter estuprado suas duas filhas, uma enteada e
outras cinco vítimas que moram na região. A captura ocorreu durante a
Operação Sagrada Infância, deflagrada pela Polícia Civil.
Além do pastor, outros dois
homens foram presos por suspeita de crime de estupro de vulnerável. A operação tem o objetivo de combater crimes contra a dignidade sexual de crianças e
adolescentes. Durante a ação, três mandados de prisão foram
cumpridos. O suspeito não teve a identidade informada para proteger as vítimas.
"Conforme as
investigações policiais, um dos homens, de 51 anos, seria líder de um templo
religioso e teria se aproveitado da ocupação para praticar crimes sexuais
contra ao menos oito vítimas, das quais duas seriam suas filhas e uma outra sua
enteada", detalhou a polícia.
As prisões ocorreram nas
localidades de Aranaú, Macajuba e Lagoa do Mato, após trabalho
investigativo conduzido pela Polícia Civil. Os outros suspeitos têm 47 e 56
anos. Após o cumprimento das ordens judiciais, os homens foram conduzidos à
Delegacia de Acaraú para a realização dos trâmites legais cabíveis, sendo, em
seguida, colocados à disposição do Poder Judiciário.
"Pessoas que
tenham sido vítimas ou possuam informações sobre casos de violência sexual
contra crianças e adolescentes são encorajadas a procurar a Delegacia de Polícia
mais próxima ou utilizar os canais oficiais de denúncia", destacou a
polícia.
O sigilo das
informações é garantido, e a colaboração da sociedade é fundamental para a
identificação dos responsáveis e para a proteção de novas vítimas.
Onde
denunciar
Polícia Miliar - 190: quando a criança está correndo
risco imediato
Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de
mulheres
Qualquer delegacia de polícia
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos
humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa
Conselho tutelar
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos,
entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita
de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e
polícia.
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família
e Direitos Humanos:
(61) 99656- 5008
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